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Presidente da Microsoft alerta que IA precisa estar sob controle humano para não se tornar uma arma

O presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou, em entrevista à CNBC, que a inteligência artificial (IA) precisa estar sempre sob o controle humano para evitar que seja usada como uma arma. Ainda assim, contra as teorias mais alarmistas, Smith crê que a IA é benéfica apoiando e complementando trabalhadores, não os substituindo. Dessa forma, os humanos ainda desempenhariam um papel essencial em tarefas que exigem criatividade, edição e controle da tecnologia.

Brad Smith, Vice-Presidente e Presidente da Microsoft, disse que todas as tecnologias têm potencial de se tornar uma “ferramenta e uma arma”. “Temos que garantir que a IA permaneça sujeita ao controle humano. Quer seja um governo, um exército ou qualquer tipo de organização que esteja pensando em usar IA para automatizar, digamos, infraestruturas críticas, precisamos garantir que temos humanos no controle, que podemos abrandar ou desligar as coisas”, disse Smith à CNBC.

Leia mais: Startup alemã é a aposta de uma IA generativa europeia transparente e regulamentada

Smith argumentou que a IA deve ser sujeita a regulamentos e leis que garantam sua segurança e conformidade. A própria Microsoft, uma grande investidora em IA, pretende integrar suas ferramentas de IA em seus produtos, como o Microsoft 365, para melhorar a eficiência empresarial. A empresa incorporou a IA generativa da OpenAI, representada pelo chatbot ChatGPT, em seu principal mecanismo de busca, o Bing.

A gigante de tecnologia segue ambiciosa com a adoção da IA generativa e, ainda assim, Smith destaca os riscos potenciais associados ao uso da IA e enfatiza a importância das empresas “fazerem a coisa certa”. Ele defende a implementação de novas leis e regulamentos para garantir a segurança e conformidade com os protocolos de segurança da IA.

A dualidade da IA

Com os olhos dos grandes monopólios tecnológicos voltados para a IA generativa, especialistas alertam sobre os riscos da IA, enquanto outros argumentam que ela pode complementar os trabalhadores humanos e melhorar a produtividade. As especulações sobre os efeitos da IA incluem previsões de máquinas mortais, discussões sobre governança mais forte da IA e a expectativa do surgimento de uma nova era de IA.

Entre os especialistas que alertam sobre a aplicação avançada da IA estão Elon Musk e o cofundador da Apple, Steve Wozniak, que assinaram uma carta aberta com proeminentes tecnólogos e pesquisadores de IA para solicitar a pausa por seis meses do desenvolvimento da IA avançada, em março.

Os mais alarmistas falam de substituição de mão de obra humana. Um relatório recente da ServiceNow e Pearson revela que até 4,9 milhões de empregos nos EUA poderiam ser substituídos por IA nos próximos quatro anos. O CEO da IBM, Arvind Krishna, por exemplo, prevê que a IA poderia executar até 50% dos trabalhos de escritório repetitivos até o final da década, como parte de uma estratégia mais ampla de substituição de empregos.

Enquanto isso, Smith, da Microsoft, compartilha a visão de que a IA deve complementar e ajudar os trabalhadores humanos, em vez de substituí-los completamente. Ele enfatiza que a IA é uma ferramenta que auxilia as pessoas a pensar de maneira mais inteligente e rápida e alerta contra a ideia errônea de que a IA substituirá completamente o pensamento humano, destacando que na Microsoft eles se referem à IA como “copilotos de serviços”.

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*Com informações da CNBC e da Fortune

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