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Pix é um dos meios de pagamento preferidos dos brasileiros

O Pix é um dos meios de pagamento preferidos dos consumidores brasileiros, com 24% das transações do país em 2022, de acordo com o The Global Payments Report 2023, realizado pela Worldpay. Em 2021, logo após o seu lançamento, as transações representam somente 12% do total.

A facilidade, agilidade, baixo ou zero custo por transação e a segurança fizeram com que o Pix se tornasse um sucesso na adoção pelos consumidores brasileiros e um caso incomparável em relação aos outros países. Segundo a pesquisa, o Pix processou 2,4 bilhões em número de transações em dezembro de 2022, quase o dobro se comparado ao mesmo período de 2021.

“Talvez esse seja o maior sucesso de A2A (Account to Account) mundial. Alguns dos motivos desse sucesso é por tanto a infraestrutura quanto o produto serem de caráter nacional. O Pix corre sob a infraestrutura do Banco Central e é um produto parte do BC e parte dos bancos brasileiros”, explica Juan Pablo D’Antiochia, vice-presidente sênior da Worldpay para a América Latina.

Ao comparar com outros países, o executivo explica que uma das partes mais respeitadas do Pix é o ecossistema de trabalho. “A forma como é feito, a especificação do produto, é algo que consegue ser exportado. Ele pode ser feito de forma centralizada, como no Brasil, ou pode ser feita por empresas privadas”. Apesar disso, ele frisa a importância de parte da responsabilidade ser do BC do país, para que seja um produto, por exemplo, de baixo preço para quem está transacionando.

Leia mais: Pix mais do que dobra volume de transações em um ano e ultrapassa 11,7 bi

“Eu desejo que todos os Bancos Centrais cheguem nesse estágio, mas eu também acho que nem todos os BCs fazem esse esforço para chegar nisso”, alerta Juan.

O uso do Pix também está refletindo em um declínio no uso do boleto bancário – que caiu de 11% para 2021 para apenas 3% em 2022. O meio de pagamento também está integrando novas soluções e ampliando a sua abrangência rapidamente. Com esse avanço, até 2026, a previsão é que esse meio de pagamento será responsável por 35% do valor de todas as transações no e-commerce no Brasil.

Além do Pix: outros meios de pagamento

O comércio eletrônico, inclusive, deverá crescer 9% por ano globalmente até 2026. Na América Latina, cresceu 19% entre 2021-2022 e deverá crescer 13% anualmente nos próximos 3 anos.

Já o cartão de crédito segue na liderança como meio de pagamento preferido, com 39% da população brasileira utilizando a modalidade para o comércio eletrônico. Em pontos de venda, o cartão de crédito fica com uma fatia de 37%.

Por outro lado, o cartão de débito (que tem 14% das transações) perdeu muito de sua força com o Pix, mas tem um movimento da indústria de cartões para fortalecê-lo, inclusive no e-commerce.

“O cartão de débito no mundo online é extremamente limitado e não tem por que ser limitado. A usabilidade é igual ao cartão de crédito, nada impede que o débito tenha uma representatividade limitante”, pondera Juan. No PDV, sua participação é maior por ter uma usabilidade mais simples do que o Pix.

No caso das carteiras digitais, estas também se apresentam de forma relevante no Brasil, com 18% da preferência dos consumidores apontados no estudo. Com 8% de participação nas transações em 2021, elas representaram quase o dobro no último ano, com 15% das transações nos pontos de venda.

“As carteiras digitais estão crescendo exponencialmente em todo o mundo. No Brasil e na América Latina não encontramos números diferentes – há uma tendencia de breve consolidação deste método de pagamento também nestas regiões”, afirma o executivo da Worldpay.

Ao ser questionado sobre os problemas de segurança pública, como o que vivemos no Brasil, Juan acredita que isso não acabará com o crescimento das carteiras digitais. Para ele, tem mais a ver com a criação de regras de proteção do consumidor do que pensar na estagnação do nível de crescimento.

“Um dos motivos do porquê as pessoas usam cartão de crédito é porque sabem que se acontecer um problema, elas têm certa proteção. Tem que ser a mesma lógica para as pessoas se sentirem confiantes para utilizar as carteiras digitais”, diz.

Ele também trouxe a provocação: será o fim do dinheiro físico? Até 2026, os pagamentos em dinheiro em espécie devem representar menos de 10% nos PDVs ao redor do mundo. “Apesar disso, o dinheiro em espécie não vai desaparecer. Mesmo nos países que tentaram eliminá-los, jamais subiu 100%.”

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