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Pentágono amplia uso de IA e aposta em múltiplos fornecedores para evitar dependência tecnológica

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está ampliando sua estratégia de inteligência artificial (IA) ao evitar dependência de um único fornecedor. A decisão vem acompanhada da adoção mais ampla de modelos como o Gemini, do Google, inclusive em projetos classificados, ao mesmo tempo em que o órgão mantém parcerias com outros desenvolvedores de tecnologia.

A mudança ocorre após a exclusão da Anthropic de contratos com o Pentágono, em meio a disputas legais e preocupações relacionadas à cadeia de suprimentos. Segundo o chefe de inteligência artificial do órgão, Cameron Stanley, a diversificação não é apenas uma escolha estratégica, mas uma necessidade operacional.

O uso de múltiplos modelos de IA está em linha com a redução de riscos e aumento da resiliência. A avaliação no Pentágono é de que depender de um único fornecedor pode limitar capacidades e expor vulnerabilidades, especialmente em cenários críticos.

Nesse contexto, além do Google, outras empresas como a OpenAI continuam envolvidas em iniciativas que visam modernizar operações militares e ampliar o uso de inteligência artificial em atividades estratégicas.

O modelo Gemini, mais recente da Google, passou a ser utilizado em projetos sensíveis, com aplicações que incluem desde logística até segurança cibernética e manutenção de infraestrutura crítica.

Ganhos operacionais e eficiência

Internamente, o uso de IA já apresenta impactos diretos na eficiência das operações. De acordo com Stanley, as ferramentas têm contribuído para a economia significativa de tempo em processos rotineiros, com redução de milhares de horas de trabalho semanal.

Esses ganhos estão associados principalmente à automação de tarefas e à capacidade de análise em grande escala, permitindo decisões mais rápidas em ambientes de alta complexidade.

Além disso, a adoção de diferentes modelos permite escolher a tecnologia mais adequada para cada tipo de aplicação, evitando o uso genérico de soluções que não atendam plenamente às necessidades específicas.

Leia mais: “A tecnologia para IA agêntica está madura. As empresas, não”, analisa Marinela Profi, do SAS

Pressão interna e dilemas éticos

A expansão do uso de IA pelo Pentágono enfrenta resistência nas próprias empresas fornecedoras. No caso do Google, centenas de funcionários manifestaram preocupação com a aplicação da tecnologia em contextos militares, especialmente em atividades classificadas.

O grupo questiona o potencial uso das soluções em situações consideradas sensíveis ou com impacto humanitário, reacendendo debates sobre os limites éticos da inteligência artificial.

Apesar disso, a empresa afirma que participa de um consórcio mais amplo de fornecedores que apoiam projetos governamentais, tanto em ambientes classificados quanto não classificados, com foco em diferentes áreas de atuação.

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