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Para ser eficiente, edifícios devem ter fatores operacionais e cognitivos

Cria-se um novo equipamento de automação aqui. Aplica-se um dispositivo eletrônico qualquer ali, baseado na internet, e pronto. Bastam pequenas ações para muitos gestores já acreditarem que estão utilizando no ambiente que administram tudo o que prometem as maiores inovações do mundo da tecnologia. Mas será que num tempo em que convivemos com inovações tão poderosas quanto big data, inteligência artificial, internet das coisas e outras ferramentas podemos nos contentar com tão pouco?

Como ter certeza sobre a adequação dos novos equipamentos ou sistemas que estamos instalando ou confiar que a tecnologia usada na automação das edificações está realmente captando todo o potencial destas inovações? De que forma teremos condições de descansar tranquilos sabendo que estes locais estão realmente dotados de tudo o que é preciso e usando todo o arsenal disponível em prol dos usuários destes prédios, do meio ambiente e da sociedade como um todo, e principalmente de uma maneira automática?

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Antes de começar a responder a essas perguntas é preciso olhar em volta e observar a realidade que nos cerca. Quando fazemos isto, vemos que ela nos dá poucos subsídios para achar que podemos emitir posições positivas ao questionamento acima.

Um recente estudo feito pelo Inmetro junto a 78 estabelecimentos de uso privado e coletivo, entre supermercados, cinemas e shoppings, climatizados artificialmente mostrou que 42% desses locais apresentam contaminação por poluentes químicos. Eles também registraram elevada concentração de CO2. Além disso, 56,4% dos edifícios apresentaram problemas de baixa temperatura e umidade.

Com essas condições, estes edifícios estão muito mais próximos de serem enquadrados no conceito de “Prédios Doentes” do que de “Prédios Eficientes”.

Considerando que este tipo de configuração é comum no Brasil e que muitas dessas edificações abrigam, diariamente, e ao longo de anos, boa parte e, porque não dizer, a maioria dos trabalhadores do Brasil, talvez possamos atribuir a este estado de coisas uma parcela de culpa pelos baixos índices de produtividade dos trabalhadores brasileiros se comparados aos seus colegas de países desenvolvidos.

Estima-se que no Brasil a produtividade do trabalho vem aumentando apenas cerca de 0,7% ao ano desde meados da década de 90. Assim, um trabalhador médio no Brasil é apenas cerca de 17% mais produtivo hoje do que era há 20 anos. Enquanto isso, trabalhadores médios de países de alta renda, tiveram um aumento de 34%, ou seja, exatamente o dobro, no mesmo período.

Para começar a responder às perguntas citadas acima, a primeira constatação que precisamos fazer é que, ao contrário do que muitos gestores pensam, a conquista do patamar de Prédio Eficiente não se restringe somente a adoção de fatores como automação predial de última geração, lâmpadas LED em todo prédio, reuso de água das chuvas, coleta seletiva de 100% dos resíduos e utilização de sensores de presença, por exemplo.

Apesar de já representarem um grande caminho andado, essas atitudes, se executadas, conseguem tratar somente das camadas mais superficiais da eficiência. Somente uma equação que considere a eficiência energética aliada ao alinhamento operacional e às questões cognitivas é capaz de levar uma edificação à condição de edifício verdadeiramente e continuamente eficiente, ou seja, o que busca a todo o momento ser eficiente, não se contentando somente aos aspectos operacionais.

Quando falamos em eficiência energética, estamos nos referindo a um ambiente capacitado a realizar medições e tarifações, que use 100% de automação e que consiga realizar constantes upgrades de sistemas.

No caso da excelência operacional, o que se espera de um edifício eficiente é que ele possa gerar relatórios gerenciais “on-line”, tenha agilidade para se adaptar rapidamente à dinâmica, ao dia a dia e que desenvolva uma programação efetiva nas intervenções preventivas eliminando quaisquer necessidades emergenciais corretivas.

No campo da excelência cognitiva, as exigências estão relacionadas à educação gerada por meio de treinamentos e palestras, informações online dos indicadores registrados, pesquisas criteriosas de análise comportamental. Posteriormente, realizar ações para a adaptação constante às necessidades dos ocupantes, como: ar condicionado, iluminação, controle de acesso, entre outros sistemas, totalmente flexíveis, variáveis e principalmente automáticos.

A junção destes três fatores intercalando as iniciativas mencionadas tem a capacidade de fazer com que o edifício possa usar todas as inovações tecnológicas na plenitude de suas possibilidades. Quando isso acontece, os clientes trabalham felizes, o IFT da empresa aumenta e multiplicam-se inclusive as possibilidades de planejar ações e trabalho com segurança. Neste estágio podemos dizer que sim, o edifício é eficiente.

*Igor Nakamura é diretor da Viridi Technologies

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Published by
Redação
Tags: prédio inteligentesmart building
8 anos ago

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