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O WhatsApp teria chegado tão longe sem a Meta?

Durante o julgamento antitruste que a Meta enfrenta nos Estados Unidos, a Comissão Federal de Comércio (FTC) propõe um exercício de imaginação. Como seria o cenário das redes sociais se o Facebook não tivesse comprado o Instagram e o WhatsApp?

Segundo reportagem do The Verge, o argumento da FTC é o de que os dois aplicativos poderiam ter crescido de forma independente, estimulando a concorrência e gerando um ecossistema mais saudável para os consumidores.

A Meta, porém, tenta convencer o tribunal do oposto. A gigante liderada por Mark Zuckerberg sustenta que as plataformas não teriam evoluído tanto sem sua ajuda, e que, na verdade, os consumidores saíram ganhando com as aquisições. Uma das principais vozes a reforçar esse discurso é Brian Acton, cofundador do WhatsApp, que testemunhou a favor da empresa esta semana.

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Crescimento fundamental do WhatsApp

De acordo com o The Verge, Acton foi uma escolha surpreendente para compor a defesa. Ele deixou a Meta em 2017 após desacordos com a liderança, especialmente em relação à monetização do WhatsApp com publicidade.

Na época, renunciou a US$ 800 milhões em ações restritas. Durante o julgamento, quando um advogado da FTC mencionou que esse valor hoje seria de cerca de US$ 4 bilhões, Acton respondeu com bom humor: “por favor, não diga isso”, brincou, acrescentando que, após os impostos, seriam “só” US$ 2 bilhões.

Apesar do passado conturbado, o depoimento de Acton não foi agressivo. Pelo contrário. Sua fala buscou demonstrar que a infraestrutura e os investimentos da Meta foram fundamentais para que o WhatsApp se tornasse uma plataforma global robusta. Segundo o The Verge, ele foi chamado justamente para mostrar que a integração com a Meta permitiu avanços que beneficiaram os usuários.

O julgamento segue em andamento em Washington D.C., nos Estados Unidos, com a FTC tentando desconstruir a tese de que as aquisições foram positivas para o mercado. A acusação argumenta que, sem a Meta, Instagram e WhatsApp teriam seguido caminhos mais independentes e inovadores. Já a Meta sustenta que os aplicativos seriam “sombras do que são hoje” sem seus recursos, e que, nesse cenário alternativo, quem teria perdido seriam os próprios consumidores.

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