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O carbono zero e o papel das empresas de tecnologia na preservação do meio ambiente

O planeta pede socorro. Os fenômenos naturais estão cada vez mais intensos e afetam milhões de pessoas. Secas, chuvas, tornados, furacões ou até mesmo o calor ou o frio, todos estão mais impactantes. E as empresas de todos os setores podem ter um papel determinante na reversão deste cenário. A urgência em combater as mudanças climáticas tem colocado a neutralização de carbono no centro da discussão sobre responsabilidade ambiental. Especialmente as empresas de tecnologia, que são verdadeiras impulsionadoras de inovação, têm um papel crucial nessa reflexão e a oportunidade de propor iniciativas positivas.
Estudo lançado em março deste ano pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), autoridade criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que já vivemos em um planeta 1,1°C mais quente do que no período pré-industrial. O mesmo levantamento aponta que, mesmo com os tratados internacionais aprovados nas últimas décadas, o cenário não se reverteu.

Logo, a transição para uma economia de carbono zero tornou-se uma prioridade mundo afora. O conceito, também chamado de “economia verde”, implica em equilibrar as emissões de carbono liberadas na atmosfera com medidas que removam ou compensam a mesma quantidade de carbono.
Além de reduzir as emissões, as empresas de tecnologia podem compensar o carbono liberado por meio de investimentos em projetos de compensação. É papel também educar os clientes sobre práticas sustentáveis, com a disposição de vantagens para quem contribuir com o carbono zero.

Leia mais: Líderes brasileiros veem correlação positiva entre sustentabilidade e lucratividade

Os especialistas são unânimes: é preciso começar a agir já! E uma solução palpável hoje é o mercado de carbono. Mecanismo que permite governos e empresas a quantificar as emissões de dióxido de carbono (CO2) ou gases equivalentes e, posteriormente, comercializar “cotas” de CO2. Ou seja, compra-se créditos quem precisa abater os gases nocivos liberados na atmosfera e vende-se créditos quem, comprovadamente, absorve carbono da atmosfera, como organizações para conservação de florestas, tratamento de água e gestão de resíduos sólidos.

Iniciativas de mapeamento, compensação e redução da pegada de carbono são extremamente necessárias. E, como caminhos, podemos mencionar iniciativas, como o HaaSZeroCarbon, que compensa todo carbono gerado pela locação e utilização dos equipamentos de tecnologia pelos usuários. Através do HaaSZeroCarbon, é possível comprar créditos de carbono a serem investidos em projetos de redução de desmatamento e conservação das florestas.
Outra ideia de modelo de negócio que prioriza a longevidade de equipamentos e diminui a pressão sobre matérias-primas virgens é o “Refurbished Hardware as a Service” (RHaaS), conceito que já impacta em resultados grandiosos ao aumentar a vida útil de dispositivos, reduzir gastos e ampliar o serviço a mais mercados. Equipamentos que resistiriam a quatro ou cinco anos passam a serem utilizados por oito ou nove anos sem perder a qualidade e a utilidade, o que diminui a pressão de descarte e, consequentemente, evita novos resíduos.

É cobrado da indústria criatividade e agilidade na proposição de pautas verdes. As empresas de tecnologia estão na vanguarda da revolução digital e sua responsabilidade ambiental é inseparável desse papel. Ao adotar práticas sustentáveis e incentivar os clientes a seguirem a ideia, são capazes de promover mais uma revolução no modo como as organizações devem tratar o tema.

É sabido que a busca pelo carbono zero não é apenas uma necessidade, mas uma oportunidade para as empresas, especialmente as de tecnologia, liderarem uma transformação positiva no mundo. Convidamos a todas as companhias a se juntarem nessas iniciativas que podem fazer a diferença na qualidade de vida da nossa e a das próximas gerações.

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