Com nova tecnologia, empresa espera superar R$ 3 bilhões em faturamento até 2030
A NeoSpace desenvolveu uma nova categoria de inteligência artificial voltada à análise de grandes volumes de dados corporativos. Batizada de Large Data Models (LDM), a tecnologia foi criada para interpretar bilhões de registros e transformá-los em recomendações, inteligência e decisões de negócio em tempo real.
Com a solução, a startup brasileira projeta faturar mais de R$ 300 milhões em 2026 e dobrar a receita anualmente nos anos seguintes. A expectativa é superar R$ 3 bilhões em faturamento até 2030.
Especializada na criação de modelos fundacionais para interpretação de dados em larga escala, a companhia apresenta os LDMs como uma arquitetura diferente dos Large Language Models (LLMs), que ganharam espaço com a expansão da inteligência artificial generativa.
Enquanto os LLMs são direcionados principalmente à compreensão e à produção de linguagem natural, com aplicações em atendimento e customer service, os modelos desenvolvidos pela NeoSpace foram treinados para “digerir” bilhões de dados, analisar as relações entre eles, reconhecer padrões complexos e indicar ações em tempo real.
Na estratégia da empresa, essa tecnologia poderá funcionar como o “futuro cérebro” das organizações, ao conectar informações estruturadas e não estruturadas e apoiar diferentes áreas na tomada de decisão.
Segundo Bruno Pierobon, CEO e cofundador da NeoSpace, a abordagem inaugura uma nova forma de aplicar inteligência artificial dentro das organizações. “Essa tecnologia permite extrair o real significado e valor dos dados estruturados e não estruturados das empresas, pois é capaz de cruzar bilhões de registros e orientar decisões de negócio com um nível de resultado muito superior aos modelos existentes de Machine Learning”, avalia.
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Os modelos são treinados a partir do histórico de informações de cada empresa. Em um dos métodos utilizados pela startup, o sistema recebe cerca de 24 meses de dados de usuários. Os primeiros 18 meses são usados para identificar padrões de comportamento, enquanto os seis meses seguintes servem para testar a inteligência desenvolvida e validar a precisão das previsões.
A tecnologia é agnóstica e pode ser aplicada em setores como bancos, telecomunicações, seguradoras, varejo, mineração e energia.
A infraestrutura computacional utilizada no treinamento dos modelos também integra a estratégia de expansão da NeoSpace. Atualmente, a companhia é a maior usuária de GPUs B200 da Nvidia na América Latina. Esses processadores gráficos são utilizados para processar os grandes volumes de informação necessários ao desenvolvimento de modelos de inteligência artificial em larga escala.
Com o avanço internacional da operação, a expectativa é quintuplicar a capacidade computacional nos próximos dois anos.
A NeoSpace também iniciou uma estratégia de internacionalização, com a contratação de profissionais nos Estados Unidos, primeiro grande mercado-alvo da companhia fora do Brasil. A startup afirma ainda estar em estágio avançado de negociações com clientes na América Latina.
“Desde o início estamos construindo a NeoSpace com uma visão internacional. 2026 é o início da escala global da empresa. Estamos levando essa tecnologia diretamente a grandes empresas também por meio de consultorias pensadas para clientes-chave, ampliando nosso alcance”, afirma Felipe Almeida, cofundador e CRO da NeoSpace.
A empresa pretende aproveitar o aumento da procura por soluções capazes de interpretar dados corporativos e convertê-los em resultados operacionais e financeiros.
“Finalmente temos uma tecnologia que consegue extrair o máximo de valor dos dados. Nossos clientes tem um potencial de gerar resultados incrementais no lucro líquido de centenas de milhões de reais. É um divisor de águas para empresas que buscam extrair o máximo de eficiência no uso dos dados”, finaliza o cofundador da companhia.
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