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Multiplier considera o Brasil ‘Vale do Silício’ da América Latina

A Multiplier, startup especializada em facilitar a formação de times de tecnologia para trabalhos internacionais, anunciou recentemente que vai lançar oficialmente uma operação no Brasil nos próximos 12 meses – mercado no qual investiu cerca de US$ 9 milhões, considerando o período desde fevereiro de 2022, quando a empresa começou a preparar o lançamento local.

A plataforma da empresa busca facilitar a formação de “times internacionais” considerando as legislações específicas de cada país. No Brasil, diz Sagar Khatri, cofundador e CEO da Multiplier, em entrevista ao IT Forum, o objetivo é acessar o grande número de talentos locais para atuar no resto do mundo, seja em tecnologia ou atendimento ao cliente. A expectativa é que a operação brasileira inicie atividades nos próximos doze meses.

O time da Multiplier no Brasil já conta com mais de 40 pessoas, entre vendedores, gerentes de sucesso do cliente (customer success) e de contas.

Leia também: Cisco cria startup para inovar com tecnologias emergentes

Segundo Khatri, o Brasil tem potencial para ser um “Vale do Silício da América Latina”, com força de trabalho ainda pouco explorada.

“O Brasil, em particular, pode ser um destino importante para empresas que buscam acessar os melhores talentos em tecnologia e atendimento ao cliente, com potencial para alcançar o patamar dos pontos de acesso tradicionais, como Índia e Filipinas. À medida que as empresas procuram cada vez mais explorar os pools de talentos globais, a Multiplier se prepara para ajudá-las a navegar pelas complexidades da gestão de uma força de trabalho internacional”, diz Khatri.

Modelo de negócios

A Multiplier oferece uma solução como serviço em nuvem (SaaS) que promete ir desde a contratação até o gerenciamento de leis trabalhistas locais, contratos, benefícios, impostos e folha de pagamento, entre outros itens. Segundo ela, isso permite que uma mesma empresa utilize talentos de diferentes partes do mundo com menos custos e riscos de contratação.

A precificação é feita com base no tipo de “talento” oferecido pelos profissionais, com taxas de cerca de 10% “na maioria dos mercados” em que a empresa atua. Modelos com base em preços fixos, não porcentagens, também são possíveis.

“O Brasil tem uma grande população de mais de 200 milhões de pessoas, tornando-o um dos países mais populosos do mundo. Isso significa que existe um mercado significativo para um Employer of Record (EOR) global, pois as empresas no Brasil exigem soluções eficientes de integração e retenção para seus funcionários. Além disso, empresas em mercados como os EUA e EMEA podem acessar um forte banco de talentos com fusos horários e salários favoráveis”, pondera Khatri, a respeito da atratividade do mercado brasileiro para a startup.

O cofundador também cita a “diversidade de indústrias” como uma oportunidade para “empresas que procuram contratar serviços diferentes para atender a diferentes setores”. Segundo ele, a intermediação da Multiplier também é positiva para empresas estrangeiras que queiram fugir da complexidade trabalhista brasileira.

Além da América Latina, a empresa enumera equipes nos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio, África e Região Ásia-Pacífico. No total, a Multiplier está presente em 160 países e atende desde PMEs até grandes grupos empresariais como Amazon, PwC e Uber.

“Queremos apoiar as empresas que procuram contratar fora de seu país de origem, não apenas para reduzir o custo do talento, mas para apoiar efetivamente sua clientela global, que vem com nuances culturais e linguísticas que levamos muito a sério”, diz Sagar Khatri.

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