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Mulheres são sócias de 31% das startups brasileiras – que só receberam 22% dos investimentos

O número de startups brasileiras que tem ao menos uma mulher como sócia alcançou 31% em 2023, segundo estudo revelado essa semana pela Liga Ventures, rede de inovação focada no ecossistema latino-americano. Mas quando se trata dos investimentos recebidos, apenas 22% das startups que receberam aportes contavam com mulheres no quadro societário – valor menor do que os 47% registrados em 2022.

Os dados são do estudo Startup Landscape: Lideranças Femininas, que busca mapear a evolução da presença de mulheres na liderança de empresas inovadoras do País. O relatório considera dados da ferramenta Startup Scanner, plataforma da Liga Ventures que identifica e acompanha dados de startups do Brasil e América Latina.

Leia ainda: Mulheres ocupam 39% dos empregos no setor de TIC, diz Brasscom

Entre essas startups com fundadoras, 23% têm até cinco funcionários; 29% entre 6 e 15; 28% de 16 a 50; 9% de 51 a 100; e apenas 11% mais de 100 colaboradores.

“Embora os números mostrem um avanço e indiquem um aumento na presença de mulheres em cargos de liderança nessas empresas nos últimos anos, ainda há muito a ser feito para alcançarmos um equilíbrio real de representatividade”, diz Luciana Leão, VP de educação corporativa da Liga Ventures.

Para a executiva, as informações do estudo permitem entender “como podemos impulsionar mudanças significativas e criar um ambiente mais inclusivo e diversificado para as mulheres no universo das startups.”

Mulheres em startups brasileiras

As categorias de startups que possuem maior número de mulheres na liderança são, na ordem, fintechs, agtechs, healthtechs, edtechs e foodtechs. Cerca de 18% delas foram criadas entre 2020 e 2023.

As principais categorias de startups ativas fundadas nesse período foram agtechs (16%); fintechs (14%), beautytechs (13%), healthtechs (11%) e martechs (6%).

O estudo traz também os estados com maior distribuição de startups ativas. Em primeiro lugar do ranking está São Paulo (53%), seguido de Santa Catarina (8%), Minas Gerais (8%), Rio de Janeiro (7%), Rio Grande do Sul (7%), Paraná (6%), e Espírito Santo (3%).

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