Lee Jae-yong, herdeiro e vice-presidente da Samsung, teve pedido de prisão decretado pela Procuradoria da Coreia do Sul nesta segunda-feira (16/01). O executivo é suspeito de suborno em escândalo de corrupção no País que levou ao afastamento da presidente Park Geun-hye.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o pedido de prisão será analisado pela Justiça na quarta-feira (18/01). O executivo deve responder a acusações de suposta corrupção no caso que provocou uma grave crise política na Coreia do Sul, que gira em torno da influência exercida por Choi Soon-Sil, amiga da presidente Park que foi acusada de manipular o governo.
Filho do presidente da Samsung, Lee Kun-hee, e neto do fundador da empresa, Lee pagou US$ 36,4 milhões para Choi.
Em nota enviada à Reuters, o grupo Samsung afirmou que não aceita as acusações de suborno e que é difícil compreender a decisão da promotoria especial.
Depoimento
Lee foi interrogado por promotores durante 22 horas entre quinta (12) e sexta-feira (13), quando afirmou que a presidente afastada da Coreia do Sul teria pressionado a Samsung para que a empresa doasse dinheiro às fundações, envolvidas no escândalo de corrupção.
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