Até 2020, a migração para a nuvem terá impacto direto ou indireto sobre uma porcentagem cada vez maior dos investimentos anuais em Tecnologia da Informação (TI). A afirmação é do Gartner, que destaca a computação em nuvem como uma das forças mais disruptivas nos mercados de TI desde os primeiros dias da era digital.
Com investimentos mudando dos sistemas tradicionais para os serviços em cloud, a consultoria afirma haver um misto de alto risco e oportunidades.
Quando as empresas precisam fazer decisões que envolvem o orçamento de TI, as opções de utilizar serviços em nuvem para iniciativas novas ou para substituir os sistemas existentes causam uma mudança nos investimentos, que migram das soluções de TI tradicionais para cloud. Isso resulta na alteração para sistemas armazenados em cloud e acontece com mais frequência pela postura de “nuvem em primeiro lugar” que a maioria das empresas está adotando nas decisões sobre o destino de investimentos de TI.
Para Ed Anderson, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner, essa orientação para ‘nuvem em primeiro lugar’ continuará a aumentar a taxa de adoção e, consequentemente, a mudança para nuvem. “O índice de migração vai variar de acordo com a dinâmica de cada segmento do mercado”, explica .
Estimativas do Gartner sobre os gastos com TI mostram que a previsão de investimento em sistemas para data centers é de US$ 175 bilhões em 2017, subindo para US$ 181 bilhões até 2020. Os investimentos em serviços de infraestrutura como serviço (IaaS) dos sistemas em nuvem passarão de US$ 34 bilhões em 2017 para US$ 71 bilhões em 2020. No final de 2020, esses gastos representarão 39% do total de custos com sistemas para data centers.
“As companhias que estão adotando modelos operacionais dinâmicos baseados em nuvem estão se posicionando para otimizar seus custos e tornarem-se mais competitivas”, destaca Anderson.
Por essas razões, o Gartner diz que os provedores de serviços e tecnologia precisam ser agressivos ao identificar e aproveitar essas mudanças nos gastos de TI para capturarem novas oportunidades futuras de rendimento e administrarem suas rendas passadas. “Os fornecedores de todos os tipos devem ficar atentos e ser proativos na busca por oportunidades de expansão relacionadas à nuvem, além de diversificar seus negócios que serão impactados diretamente por essa mudança. Os provedores que não conseguirem administrar de forma correta e a tempo essa transformação serão vítimas dela e não conseguirão aproveitar as oportunidades das soluções que a nuvem oferece”, completa Anderson.
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