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Metade dos que buscam emprego quer mudar de setor – tecnologia é um dos alvos

Uma pesquisa realizada pela Catho com candidatos cadastrados na plataforma de empregos revelou que quase metade (46%) estão empregados, ou seja, buscam se recolocar no mercado de trabalho – os demais 54% se dizem desempregados. Entre os ouvidos, 45% querem transitar para setores como tecnologia, indústria, finanças e construção civil, em busca de mais qualidade de vida, benefícios superiores e salários mais elevados.

O levantamento mostra que 38% utilizam sites de empregos para procurar vagas. A maioria dos respondentes do estudo é homem, tem mais de 36 anos, e cursou ensino superior ou pós-graduação. Apenas 12% consideram o mercado de trabalho aquecido – os demais o veem como retraído ou estável.

Carreira: recrutadores valorizam cada vez mais mad skills na análise de candidato

“Esse dado é bem revelador, pois mostra um grupo de profissionais altamente qualificados e em busca de melhorias das condições de trabalho”, diz Fabio Maeda, diretor da unidade de candidatos da Catho.

Para Fabio, esse panorama reflete a dificuldade de encontrar vagas que se alinhem às expectativas e qualificações dos candidatos. A pesquisa também revelou que uma grande parcela dos entrevistados (72%) apoia a jornada de trabalho reduzida de 4 dias, que atualmente está em tramitação no congresso.

Emprego com horário flexível

A pesquisa da Catho também mostra a importância do horário de trabalho flexível para os que buscam vagas. Para 91% dos entrevistados, é um grande diferencial. Soft skills, como comunicação, resiliência, trabalho em equipe, proatividade, criatividade e liderança, também são valorizadas.

A maioria dos ouvidos, ou 87%, prevê que vai haver um crescimento contínuo da transformação digital nas empresas. E 96% dizem preferir trabalhar em um ambiente que promova a saúde mental, mesmo que isso signifique salários menores.

“Esta pesquisa evidencia mudanças significativas no mercado de trabalho, sublinhando a importância da adaptação das empresas às novas realidades. As preferências dos profissionais estão mudando rapidamente, e agora, eles priorizam a flexibilidade, o bem-estar mental e o aprimoramento de habilidades”, diz Maeda.

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