O mercado de distribuição de Tecnologia da Informação (TI) faturou mais de R$ 11,3 bilhões no último ano – o que representa alta de 7,6% em comparação ao resultado do levantamento anterior. Para 2018, a expectativa é que o cenário siga a tendência de alta, fortalecido pela oferta de serviços e a inclusão de novos produtos ao portfólio, com avanço próximo de 7,5% e faturamento acima dos R$ 12 bilhões.
Os números são parte da 7ª edição da Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação (Abradisti), realizada em parceria com o IT Data, que inclui dados de faturamento, número de empregos gerados, performance por categoria de produto e outras informações.
Mariano Gordinho, diretor-executivo da Associação, avalia que a retomada da economia, mesmo que ainda tímida, ajudou a recuperar o otimismo do consumidor e isso permitiu o reaquecimento dos negócios também na escala dos distribuidores. “Vivemos um cenário de transformação, no qual os clientes querem mais eficiência e menores custos, o que impacta diretamente o nosso negócio. Por isso, é sempre importante lembrar a importância de se investir em soluções e ferramentas que ajudem a agregar valor continuamente à operação e à cadeia como um todo”, avalia.
Diante do cenário de alta, algumas categorias de produtos tiveram maior impacto o crescimento da área de Distribuição. O principal destaque, porém, não está diretamente ligado à TI: foi a venda de produtos não relacionados à Tecnologia da Informação, como TVs, Telefonia e outros, que teve a maior alta do ano. Ao todo, estes produtos ampliaram sua participação no mercado de 20,3% para 24,3%.
Na relação de destaques positivos da lista também está a categoria de Hardware, que se manteve como a principal fonte de receita da área, sendo responsável por 65% dos negócios das distribuidoras. Neste contexto, vale mencionar o comércio de componentes, que subiu de 12,6% para 13,1%, e de desktops, com alta acima de 10 pontos percentuais.
Por outro lado, alguns produtos não seguiram a tendência e registraram queda de participação. Entre eles está a venda de Software, que retraiu seu mercado de 13% para 11%, e de Impressão, que teve uma variação de 4,7 para 4,5%, na comparação entre 2016 e 2017.
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