O serviço de banda larga tende a se popularizar. O governo federal trabalha em um plano nacional para baratear o serviço, o Estado de São Paulo propôs desoneração fiscal para prestadores que baixassem o preço e a perspectiva, no médio e longo prazo, é que a internet rápida atinja a população de camadas sociais menos favorecidas.
Enquanto os planos governamentais não produzem os efeitos esperados, o mercado continua avançando, com destaque para a banda larga móvel, e 2009 parece ter sido um bom ano. De acordo com dados da 13ª edição do Barômetro Cisco da Banda Larga, produzido pela IDC, no segundo semestre do ano passado houve a adição de 1,3 milhão de conexões, um salto de 9,5% em relação aos primeiros seus meses e de 27% sobre 2008.
Quando iniciaram a medição, em 2005, Cisco e IDC projetavam 10 milhões de usuários em 2010, mas, com a internet móvel, a meta foi revista em 2008, para uma projeção de 15 milhões. Mas, agora, as companhias terão que reposicionar os cálculos novamente já que, em dezembro de 2009, o País alcançou 15.006 milhões de acessos.
De acordo com o documento, a redução de impostos para PCs até R$ 4 mil e a migração de usuários de conexão discada para banda larga impulsionaram o salto no número de acessos.
Mesmo com os avanços, a realidade brasileira ainda está longe de países desenvolvidos. Hoje, a banda larga alcança 5,98% da população no Brasil, em São Paulo o percentual é de 11,42%, mas, na Alemanha, por exemplo, essa taxa é de 29,9%.
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