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MCTI e governo de SP assinam acordo de R$ 60 mi para inovar no setor hídrico

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Governo do Estado de São Paulo assinaram acordo de R$ 60 milhões para reduzir os impactos ambientais, os custos do saneamento básico e o aumento da segurança hídrica no Estado.

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Firmado com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI), o contrato de financiamento do Plano Estratégico de Inovação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) apoia o desenvolvimento tecnológico e a inovação na busca de soluções para escassez de água, valorização dos resíduos e mitigação dos impactos das atividades operacionais de saneamento.

Para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a iniciativa pode levar diversos ganhos para a população, tanto na parte industrial quanto no abastecimento.

O acordo foi assinado no Palácio dos Bandeirantes pelos presidentes da agência federal, que aportará R$ 48 milhões, Luis Fernandes; e da companhia estadual, que entrará com R$ 12 milhões de contrapartida, Jerson Kelman.

O Plano Estratégico de Inovação apoia inovações relacionadas à valorização de resíduos sólidos e efluentes oriundos das estações de tratamento de esgotos (ETEs) da Sabesp, contribuindo para a sustentabilidade do setor de saneamento ambiental. É composto de quatro subprojetos:

1. Sistema de produção de água de reuso para uso urbano e industrial
Desenvolvimento de um sistema de produção de água de reuso a partir de tecnologia de ultrafiltração. O objetivo é produzir e entregar água a partir de esgoto bruto para fins urbanos e produção de água industrial customizada para clientes da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

2. Sistema de gaseificação por plasma de resíduos sólidos de estações de tratamento de esgoto
Desenvolvimento de processo de gaseificação de resíduos oriundos das ETEs. As altas temperaturas permitem a redução das moléculas constituintes do resíduo em elementos como hidrogênio, monóxido de carbono e água, produzindo gás de síntese (H2 e CO) e resíduo vitrificado inerte (não tóxico). O gás pode gerar energia elétrica/térmica para uso na própria ETE e em demais instalações da empresa. Os resíduos vitrificados poderão ser aproveitados em materiais para construção civil ou dispostos em aterros sanitários, em menor volume.

3. Unidades de biofiltração para controle de odores de estações elevatórias de esgoto
Seu objetivo é a redução dos incômodos causados pela emissão de odores no entorno de elevatórias de esgoto. Segundo a Sabesp, um dos desafios é comprovar que uma técnica simplificada e de baixo custo, que usa casca de coco, pode ser aplicada em escala real, podendo também ser disseminada para outras empresas do setor.

4. Secador de lodo de estações de tratamento de esgotos por meio de irradiação solar
Desenvolvimento de um processo de secagem mecanizado e automatizado para obtenção de um material com menor teor de umidade e menor volume. A ideia é contribuir para a redução da quantidade de lodo de ETEs a ser depositado nos aterros sanitários, em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e para diminuição de custos de logística para transporte. Será estudada a possibilidade de aproveitamento do subproduto como fertilizante agrícola ou em outros fins.

*Com informações do MCTI
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Published by
Redação
Tags: crise hídricainovação
11 anos ago

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