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ManageEngine aposta no Brasil para atingir US$ 1 bi de receita

A ManageEngine começou como uma startup, com menos de 10 pessoas. Ao longo dos anos cresceu e hoje, a ambição é muito maior. A empresa espera, nos próximos dois ou três anos, atingir US$ 1 bilhão de receita.

Em entrevista ao IT Forum durante sua passagem no Brasil, Rajesh Ganesan, presidente da companhia, conta que quando a ManageEngine foi fundada, a ideia era construir produtos e resolver problemas. A receita não era o objetivo principal. Entretanto, as cifras ganharam protagonismo para que fosse possível investir mais e, consequentemente, construir mais produtos.

“A ManageEngine tem 22 anos e a nossa empresa controladora tem 27 anos. Estamos nos negócios há muito tempo. Considero que US$ 1 bilhão é uma conquista muito decente, mas que não veio muito rápido. Veio de uma forma muito orgânica e, por isso, podemos dizer com otimismo que atingiremos o valor muito em breve”, comenta Ganesan.

O papel do Brasil no crescimento da ManageEngine

Ganesan divide que a ManageEngine sempre quis ser uma empresa global, resolvendo problemas para o mundo inteiro, não apenas para uma região, país ou domínio. Por isso, o pensamento sempre foi holístico.

“Quando chegamos à América Latina, o Brasil foi o primeiro país, junto com o México. No plano de US$ 1 bilhão, o Brasil desempenha um papel muito importante, especialmente por causa da demografia favorável do País. Vocês têm uma economia em desenvolvimento rápido e estão adotando muita tecnologia”, comemora o presidente.

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Segundo o executivo, a taxa de crescimento do Brasil é, inclusive, acima do crescimento global – com patamares que chegam a 45% ano a ano. “Ao comparar com a Europa Ocidental, a taxa de crescimento de lá é muito menor do que a do Brasil. Por isso, é um mercado muito importante e estratégico para nós.”

Outro ponto positivo, de acordo com Ganesan, são as regulações que impulsionam a preocupação das companhias em torno de plataformas capazes de gerenciar as necessidades regulatórias e de cibersegurança. Com isso, o Brasil ocupa o 10º lugar globalmente em termos de receita gerada.

Por esses motivos, a ManageEngine abriu o primeiro escritório no País no ano passado e, desde lá, já triplicou o número de funcionários – focados especialmente nas áreas administrativas, pré e pós-vendas e marketing.

Ganesan aproveita a conversa para contar quais são os principais desafios dos clientes na região. Um deles é a dificuldade de utilizar as ferramentas corretas, em toda a sua produtividade, para resolver os problemas do dia a dia.

“Eles não têm boas ferramentas para executar seus fluxos de trabalho diários ou para seus problemas de segurança cibernética do dia a dia e, sejamos realistas, todos os dias você tem um ataque cibernético. O segundo ponto é sobre a falta de talento disponível. Especialmente em regiões como o Brasil, em que os melhores profissionais são exportados”, frisa Ganesan.

Para o futuro, o presidente da ManageEngine acredita que ainda há espaço para crescer em infraestrutura física e digital em países em desenvolvimento, como o Brasil e a Índia.

“Podemos fazer nossos melhores talentos ficarem na Índia ou no Brasil e resolver problemas locais. Quando isso aconteceria? Quando pudermos criar boas oportunidades e fomos capazes de pagá-los tão bem quanto uma empresa de fora pagaria. E é possível fazer isso por meio da tecnologia”, afirma ele.

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