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Maioria dos CIOs brasileiros busca investimentos em IA, mas maturidade é baixa

Prioridade alta, mas maturidade reduzida. Esse é o cenário atual do mercado brasileiro de tecnologia quando o assunto são investimentos em inteligência artificial (IA) generativa. O panorama é revelado pela edição de 2025 do estudo Antes da TI, a Estratégia, apresentado nesta sexta-feira (19) durante mais uma edição do encontro IT Forum Na Mata, promovido em parceria com a Lenovo.

“Estamos aprimorando processos, mas ainda temos um longo caminho para reinventar o jogo”, pontuou Bruna Bomfim, gerente de Inteligência da Itaqui. De acordo com os dados da pesquisa, 80% das empresas planejam investir na tecnologia no próximo ano. Ainda assim, 63% dos executivos reconhecem que a maturidade do tema é baixa.

Leia mais: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”: as lições do capitão do penta para líderes de tecnologia

“A dificuldade está em estabelecer casos de uso eficientes e validar o retorno sobre investimento”, destacou. O levantamento mostra que 49% dos CIOs respondentes têm dificuldade em definir aplicações práticas e comprovar o retorno sobre o investimento (ROI). “A ânsia pela inteligência artificial pode, em alguns casos, gerar resultados abaixo do esperado”, acrescentou.

Há, no entanto, entusiasmo em relação ao potencial que pode ser alcançado com a tecnologia. Eficiência operacional (76%), produtividade (53%), melhoria da experiência do cliente (50%), suporte na tomada de decisão (47%) e inovação (32%) estão entre os principais benefícios da adoção de IA apontados pelas organizações.

TI como setor estratégico

A pesquisa Antes da TI, a Estratégia ouviu executivos de grandes companhias — 78% delas com faturamento superior a R$ 1 bilhão — e mostra um cenário de expansão dos orçamentos. O setor projeta um crescimento médio de 74% nos investimentos em TI em 2025.

Em relação ao faturamento das empresas, a média dos recursos destinados à tecnologia é de 4,4%, mas a variação entre setores é significativa. “No caso dos bancos, essa média supera facilmente os 10%. Já no agronegócio, o percentual é de 1,9%, embora em 2018 fosse apenas 0,9%. Ou seja, há uma evolução consistente”, explicou Bruna.

O estudo também indica uma mudança no papel da TI dentro das companhias. Mais da metade dos respondentes já ocupa posições equivalentes à diretoria, e 40% têm assento no conselho. Para Bomfim, essa transformação reflete a consolidação da área como motor estratégico: “TI deixou de ser apenas suporte técnico. Hoje, ela dá voz às necessidades de inovação e se torna fundamental para a digitalização dos negócios”.

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