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Lucro Real e novas tecnologias são discutidos no encontro da cadeia de TI

No primeiro dia do IT Business Forum 2011, um dos temas debatidos foi a Liderança Globalmente Responsável. Liderado por Aldo Pereira Teixeira, presidente da Aldo distribuidora, a sessão de debates abordou, em especial, as bandeiras defendidas por Aldo, em seu papel de líder globalmente responsável: gestão profissional das revendas; a formação do canal oficial; a venda de produtos originais; e a gestão tributária mais adequada ao crescimento do canal.

Sua liderança, conhecida por grande parte do mercado, está bastante focada no desenvolvimento do setor, o que chamou a atenção dos participantes, principalmente no aspecto da tributação. ?Quem está no Lucro Real no Paraná tem 28% mais competitividade tributária em relação a uma empresa do Simples?, disse Aldo, em sua apresentação.

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Mas mudar algo estabelecido nem sempre é fácil, como questionou Renê Rodrigues, da N&DC: ?como as revendas menores podem mudar de perfil de tributação??. ?Ao mudar para o Lucro Real, há um investimento no software de gestão, que muda todo o trabalho do contador, que apenas extrai dele as informações antes inputadas.?

Apesar de louvável, o empenho da Aldo e seu presidente na profissionalização da gestão das revendas foi visto por José Scodiero, da ARM como ?heróico, mas que não é de sua responsabilidade?. ?Apesar das ações isoladas e proativas de regulação da cadeia, este papel é do governo. Como as revendas devem se organizar para buscar os ideais da cadeia??, questionou o executivo.

Também foi levantado o questionamento sobre o retorno, para a Aldo, das iniciativas de Aldo Teixeira junto às revendas e ao Lucro Real. A resposta: ?Quando você vê 20 mil famílias se dissolvendo por questões financeiras, isso transpõe o lucro da sua empresa. Mas quando você coloca o canal em harmonia com o processo correto, isto vira uma energia incansável e que faz a massa crescer. Mas, se eu colocasse um real no Lucro Real, eu teria milhões de retorno, porque ele traz um ganho contínuo. Cada ponto de venda pronto para vender informática, é um ponto de venda sadio e competitivo. Mas quando não há estrutura de lucratividade, fica difícil.?

O que o mercado quer…

Permitindo uma amplitude de discussões, a dinâmica sobre Liderança Globalmente Responsável também abordou questões como o posicionamento das revendas perante novas demandas e contextos de mercado.

Bruno Coutinho, da Megaware Industrial, questionou a concorrência com o varejo, que traz condições de pagamento e preços que impedem a competitividade. ?Muitas revendas estão entrando no sufoco, mesmo com a questão do Lucro Real. Que tipo de revenda vai sobreviver? Todas as revendas de varejo vão acabar??, indagou.

Em sua resposta, Aldo lembrou as oportunidades no mercado corporativo e reforçou: ?As revendas que vivem de vender PCs para o mercado doméstico correm, sim, riscos.?

Ainda no mesmo assunto, Leonardo Washchek, proprietário de uma empresa de software chamou a atenção para a necessidade do líder sentir o mercado. ?Quando eu comecei a empresa, nós montávamos computadores. Mas o mercado exigiu que eu parasse. O hardware não existia na prateleira antes. Hoje ele existe. As empresas não querem aprender sobre as tecnologias novas?, sentenciou.

Habib Bichara, do Grupo nordestino Ser Educacional contribuiu, analisando que a questão é mais séria e reflete uma lacuna de gestão. ?Sinto falta do lado empresarial. O empresário nunca deu importância para imposto, composição tributária… E agora nos vemos na situação de ter que fazer a lição de casa para voltar a ser competitivo. Isto é um problema de gestão.?

Pauta antiga…

O velho questionamento em torno de fabricantes e distribuidores que mantêm operações voltadas diretamente ao consumidor também esteve presente do intercâmbio. Roger de Barros, da Chip & Cia, pontua: ?Isso gera confusão e desconfiança na relação entre pares?. Em sua resposta, Aldo lembra que se trata de uma questão de postura. ?Eu vou ser distribuidor enquanto o mercado me permitir. Você tem que ser essencialmente ético.?

 

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Redação
12 anos ago

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