Li Peng, da Huawei: IA agêntica desbloqueia oportunidades para telcos
Vice-presidente sênior da Huawei e presidente de vendas e serviços de TIC fez discurso durante a MWC 2026

Estamos entrando na era da “internet agêntica”, com as redes de telecomunicações conectando não só pessoas, mas “bilhões” de agentes de IA. O surgimento de aplicativos baseados na tecnologia, no entanto, vai aumentar a pressão sobre as operadoras – o que também significa desbloquear uma oportunidade de “trilhões de dólares”.
Essa foi a mensagem central de Li Peng, vice-presidente sênior da Huawei e presidente de vendas e serviços de TIC, durante discurso proferido na MWC de Barcelona de 2026 – que começou na segunda-feira (2). Ele lembrou que as redes são responsáveis pela comunicação entre as próprias IAs, o que precisa levar as operadoras a oferecer “serviços de alto valor”.
“Olhando para o futuro, ainda há muitas oportunidades esperando para serem desbloqueadas com o 5G-A e a IA. E as operadoras estão na melhor posição para explorar aplicações futuras, como a IoT massiva e a IA corporificada (que possui um corpo físico para interagir com o mundo real, como robôs humanoides ou industriais avançados)”, disse o executivo da fabricante chinesa.
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Não é exatamente um discurso novo no setor. Desde o 4G as operadoras são cobradas a deixar de serem apenas “fornecedoras de tubos”. O que muda agora, segundo Peng, é a capacidade de otimizar o valor da IA a partir do 5G. O executivo propõe que, à medida que as redes convergem com a IA, as operadoras se atualizem para o modelo chamado de “5G-A x IA”, monetizando tráfego e serviços de IA.
Li Peng também disse que as operadoras poderão transformar serviços e melhorar a satisfação do consumidor por meio da aplicação de modelos de IA. Primeiro, com a IA integrada aos serviços de chamadas tradicionais, viabilizando recursos como transcrição, tradução e assistentes – funções já em uso comercial em larga escala na China e na Coreia do Sul, disse.
Além disso, mais operadoras estão lançando smartphones com IA para atualizar serviços B2C – a maior fonte de receita para a maioria das operadoras.
Em cenários industriais, defendeu, a convergência do 5G-A e da IA pode ser usada para transformar fluxos de trabalho e melhorar a eficiência da produção. Por exemplo, na manufatura, fábricas capazes de responder à demanda e programar novas linhas de produção “em minutos”, além de entregar novos produtos em horas.
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