Notícias

Klarna quer IA para o básico e humanos para o luxo no atendimento ao cliente

Durante sua participação no London SXSW, Sebastian Siemiatkowski, CEO da Klarna, defendeu que a tecnologia e o trabalho humano podem coexistir. O executivo voltou a ser questionado sobre a polêmica decisão da fintech sueca de automatizar parte do atendimento ao cliente com inteligência artificial (IA), eliminando o equivalente a 700 vagas.

“Duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo”, afirmou, segundo o TechCrunch, ao explicar que, embora a empresa tenha reduzido o número de colaboradores de 5,5 mil para 3 mil em dois anos, parte da economia gerada está sendo reinvestida em compensações em dinheiro e ações para os funcionários que ficaram.

Apesar da forte adoção de IA, o executivo revelou um novo plano: usar humanos para oferecer um serviço premium, reservado a clientes que pagam mais, algo que ele comparou à diferença entre roupas feitas à mão e em série. “Sempre haverá valor em ter conexão humana”, afirmou.

Leia também: Meta financiará reativação de usina nuclear nos EUA para alimentar IA

Automatizar o tédio, valorizar o tato

A Klarna pretende usar agentes de IA para absorver tarefas operacionais, enquanto profissionais humanos ganham protagonismo em pontos de maior valor emocional ou estratégico para a experiência do usuário. A ideia, segundo o CEO, é equilibrar eficiência e empatia.

Ele próprio vem usando ferramentas como o ChatGPT para aprender a programar e entender melhor as discussões técnicas dentro da empresa. “Uso como se fosse um tutor particular”, contou.

Segundo o TechCrunch, Siemiatkowski também comentou sobre riscos crescentes associados à IA, como golpes digitais mais sofisticados, uma ameaça particularmente séria em países com alta confiança institucional, como Suécia e Singapura.

Outro destaque foi a decisão da Klarna de abandonar softwares como Salesforce e Workday. O motivo? Consolidar dados em uma arquitetura mais compatível com IA. A fintech já desligou mais de 1,2 mil serviços terceirizados para atingir esse objetivo.

Questionado sobre o IPO, o CEO sinalizou que o momento está mais propício, mas evitou confirmar prazos. E ao ser convidado a sugerir uma mudança mágica? “Faria o Reino Unido voltar para a União Europeia”, disse, sendo aplaudido pela plateia.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

23 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

1 dia ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

1 dia ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago