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Investimentos de seguradoras em IA devem chegar a R$ 2,6 bi em 2026, aponta CNseg

A adoção de inteligência artificial (IA) no setor de seguros brasileiro já se consolida como prática operacional, ainda que os impactos financeiros ocorram de forma gradual. Estudo da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), realizado em parceria com a consultoria EY, mostra que 80% das seguradoras no país utilizam soluções baseadas em IA, principalmente nas áreas de atendimento ao cliente, operações e tecnologia.

O levantamento ouviu 26 seguradoras, que representam 50,7% do market share do setor, além de entidades reguladoras e representantes do mercado financeiro. Segundo o estudo, o principal motivador para adoção da tecnologia é o aumento de produtividade, citado por todas as empresas participantes. Na sequência aparecem melhoria da experiência do cliente (81%), automação de tarefas (69%) e redução de custos (65%).

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Com investimentos estimados em R$ 2,3 bilhões em 2025, a IA generativa deve impulsionar novos aportes no setor. A projeção é que os investimentos alcancem R$ 2,6 bilhões em 2026. Embora o valor represente cerca de 1% da receita das seguradoras destinada a iniciativas de IA, o estudo aponta ganhos operacionais relevantes.

“A busca por eficiência operacional e melhoria na jornada do segurado segue como prioridade estratégica das seguradoras. Com o uso da IA, algumas empresas relatam redução de 30% a 50% no tempo de resposta ao cliente e ganhos significativos no volume de cotações realizadas e na produtividade das equipes de tecnologia”, afirma Alexandre Leal, diretor técnico, de Estudos e de Relações Regulatórias da CNseg.

Principais barreiras e expectativas do setor

Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios para ampliar o uso da tecnologia. A principal barreira apontada pelas empresas é a integração de sistemas legados, mencionada por 69% das entrevistadas, fator que pode elevar custos, gerar atrasos e criar riscos de incompatibilidade.

Outros obstáculos citados incluem precisão e confiabilidade dos modelos (58%), falta de expertise técnica e estratégica (46%) e custos de implementação (38%).

Para os próximos cinco anos, 68% das seguradoras esperam ter ao menos um processo totalmente automatizado, sem intervenção humana, sobretudo nas áreas de sinistros, subscrição e operações. Além disso, 66% planejam criar equipes dedicadas exclusivamente à inteligência artificial, enquanto 62% projetam reduções de custos superiores a 1% já em 2026.

Na avaliação da CNseg, o próximo ciclo da tecnologia no setor será marcado pela expansão em escala aliada à governança. A expectativa é ampliar o uso da IA com maior atenção a aspectos éticos, regulatórios e à experiência do consumidor.

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