Inteligência artificial: saber perguntar é o X da questão

A tecnologia contribui para acelerar e otimizar os processos, mas que seguirão dependendo da atuação humana

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9:30 am - 17 de abril de 2024
Imagem: Shutterstock

A inteligência artificial é considerada a maior inovação tecnológica desde a internet e tem o potencial de causar uma revolução completa na sociedade como conhecemos atualmente. A ferramenta tem o poder de potencializar os resultados das empresas, impulsionar vendas, otimizar processos e buscar novos nichos de mercado. É um caminho sem volta e que mudará o mercado e a sociedade como um todo num curto espaço de tempo.

Vale ressaltar, no entanto, que utilizar a inteligência artificial exige conhecimento técnico e, principalmente, de pessoas. Para extrair o máximo da inteligência artificial, é preciso algo que parece simples e lógico: fazer as perguntas corretas. Quem já utilizou o ChatGPT já deve ter se deparado com respostas sem sentido ou completamente fora de contexto daquilo que foi questionado. Isso porque a interação com a AI requer compreensão abrangente sobre o tema pesquisado, perguntas precisas e claras.

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Independente do estágio de desenvolvimento tecnológico, as ferramentas de inteligência artificial não têm a mesma intuição humana para interpretar nuances sutis, contextos complexos ou informações pela metade. É preciso explicar de forma precisa o que se pretende extrair da ferramenta. Isto é, a habilidade de fazer perguntas de forma clara e objetiva, tão valorizada profissionalmente, é igualmente relevante quando se trata de interagir com a inteligência artificial.

Por isso, não há dúvidas de que que o ser humano seguirá sendo imprescindível. A tecnologia contribui para acelerar e otimizar os processos, mas que seguirão dependendo da atuação humana. Nesse contexto, o receio de alguns de perder o emprego ou a função pelo avanço da inteligência artificial é mais do que justificado, mas não deverá ser realidade.

No mercado de seguros, por exemplo, a atuação humana é essencial para a evolução do negócio, seja para fazer as perguntas corretas, desenvolver as atividades operacionais suportadas pela tecnologia ou ampliar o campo de atuação em questões envolvendo vendas e marketing.

Nessa direção, soluções como a automação de processos, chatbots e assistentes virtuais visando a personalização de ofertas e atendimento em tempo real estão se tornando cada dia mais frequentes. Inimagináveis até pouco tempo atrás, essas ferramentas já fazem parte da rotina de algumas empresas do setor e auxiliam a potencializar os resultados, sempre atrelados ao comando humano.

A parceria entre as pessoas e a máquina já é vista como a realidade no mercado de trabalho. Segundo levantamento recente realizado pela Hibou Pesquisas & Insights, empresa de consultoria que realiza pesquisas de mercado, 8 em cada 10 pessoas já ouviram falar sobre inteligência artificial (87%). E não apenas ouviram falar. Mais da metade desta população (54%) afirma que ferramentas com IA impactam diretamente sua rotina no dia a dia, enquanto 45% disseram que ter operadores humanos para programação de ferramentas com IA é essencial. Por outro lado, 78% dos brasileiros ainda acreditam que as máquinas e a inteligência artificial vão substituir postos de trabalho.

É natural que muitas pessoas ainda tenham receio que a AI possa substituir a mão de obra. Foi assim com outras revoluções tecnológicas ao longo dos séculos, como o rádio, a televisão e o computador. No entanto, a inteligência artificial não substitui o trabalho humano, mas potencializa as atividades e aprimora os processos. Afinal, ferramentas não geram conhecimento, mas otimizam coisas que as pessoas já sabem fazer.

Portanto, na fronteira que separa o homem e a tecnologia, há espaço para ambos. A arte de perguntar vai além dos limites humanos para influenciar positivamente a maneira como nos relacionamos. Nesse cenário disruptivo e inovador, a inteligência artificial é uma realidade e está pronta para contribuir não apenas ao desenvolvimento da sociedade, mas ser uma nova forma nas relações profissionais e com o mercado.

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Ricardo Martins

Diretor de Operações e Tecnologia do Grupo Zanon.

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