A inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) esteve no centro das atenções do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suiça, deste ano. AI estava no discurso de cada chefe corporativo e formulador de políticas que participaram da conferência. Para se ter uma ideia, nesta semana, o termo “inteligência artificial” apareceu em mais de 20 manchetes e histórias de Bloomberg sobre a reunião.
A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou um novo centro financiado pelo governo para assessorar o uso ético da AI e o presidente francês, Emmanuel Macron, lançou um fundo de inovação de 10 bilhões de euros destinado a novas tecnologias, como a AI.
AI será mais importante do que o domínio da humanidade em relação ao fogo ou à eletricidade, disse o CEO do Google, Sundar Pichai. O fundador do Alibaba, Jack Ma, advertiu que AI e robôs vão “matar muitos empregos” e podem começar uma terceira guerra mundial. “Cada revolução tecnológica tornou o mundo desequilibrado”, disse Ma.
Kai-Fu Lee, ex-chefe do Google na China, citou um tipo diferente de ameaça existencial de AI: o medo de perder. Os executivos não devem deixar que os departamentos de recursos humanos lhes digam que não podem pagar os altos salários que os peritos de AI procuram. “Você precisa dividir a escala para pelo menos uma pessoa com o conhecimento certo”, disse.
Ginni Rometty, CEO da IBM, invocou Karl Marx, dizendo aos colegas líderes corporativos que eles tinham a obrigação de “preparar os trabalhadores do mundo para essa revolução”.
Johan Aurik, sócio-gerente da consultoria A.T. Kearney, argumentou que a AI poderia automatizar uma grande parte das tomadas de decisão corporativa. A maioria dos gerentes gasta tempo em coordenação e controle administrativo, não em pensamento estratégico ou resolução de problemas. A maioria dessas tarefas administrativas poderia ser tratada pela AI, disse Aurik.
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