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Integração na nuvem pavimenta estratégias e crescimento da DFS Holding

Marcelo Ortega, 48 anos, head de TI da DFS Holding, recorre à metáfora da página em branco para contextualizar a construção do mais importante projeto de tecnologia da empresa desenvolvido até então.

Lançada pelo grupo Pátria Investimentos, a DFS é uma jovem empresa que tem como objetivo consolidar empresas de distribuição em Food Service. E por nascer em uma era digital, uma das grandes vantagens que Ortega se beneficiou foi a orientação dos negócios da DFS já voltadas para a nuvem. A plataforma de TI, Negócios e Processos desenvolvida pelo time de nove colaboradores de Ortega visa dar suporte ao crescimento não só da empresa, como também apoiar o desdobramento de quatro outras adquiridas pela Pátria (OESA, Baía Norte, Congebras e Imperial Distribuidora).

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“Partindo de uma página em branco, escolhemos as soluções de Cloud/ERP/WMS/SFA/BI, estabelecemos alto nível de automação dos processos operacionais, além de governança e alta disponibilidade. O projeto mobilizou, e continua mobilizando toda a empresa”, explica Ortega. Segundo o executivo, os resultados da plataforma são “heróicos”. O projeto “Começando uma TI do zero” rendeu à Ortega o prêmio Executivo de TI do Ano 2019, da IT Mídia, na Categoria Holdings e Grupos Empresariais.

Antes de entrar para a DFS Holding, no final de 2016, Ortega pavimentou sua carreira em outras grandes empresas. Foi gerente de TI na Sequoia Logística, gerente nacional de Operações e Performance Logística e gerente de TI na Natura Cosméticos, além de atuações na Gradiente Eletrônica, Datasul e professor na FGV. Na DFS, recebeu o que chama de “missão começar do zero”, algo como arrumar digitalmente a casa para escalar e flexibilizar os negócios da companhia.

Ortega explica que o projeto deu agilidade e inteligência estratégica aos representantes comerciais, uma vez que permitiu o uso do sistema em qualquer lugar a partir de smartphones e tablets. A plataforma consegue agora sugerir melhor venda de acordo com o perfil do cliente e também facilitou os processos de Back Office, incluindo aí crédito, cobrança e solicitações de troca.

Segundo o executivo, com a implementação da plataforma em nuvem, conseguiu-se ainda simplificar os processos internos da DFS e liberar rapidamente informações gerenciais para tomadas de decisão, um cenário que permitiu mais flexibilidade de ofertas e promoções. A área de transporte, que conta com 250 caminhões diários, também foi beneficiada com o uso do roteirizador de entregas.

Na visão de Ortega, o projeto contribuiu para a DFS se tornar uma empresa mais competitiva no mercado. Isso porque, com a digitalização dos processos, as áreas de compras passaram a ter informações em tempo real de giro dos produtos, margem líquida, valor de mercado e simulação de preços por regiões. “Passamos a comprar melhor e oferecer melhores condições para os nossos clientes. Os processos operacionais ficaram enxutos e mais eficientes, pontos importantíssimos para o nosso segmento”, destaca.

Com habilidades automatizadas, a solução consegue direcionar melhor os vendedores para venderem os produtos-alvo da empresa. “Houve ainda um treinamento completo da Força de Vendas para entenderem a nova lógica de vendas e confiarem nas informações”, ressalta Ortega.

Tecnologia: sempre em evolução

Para Ortega, a TI estar alinhada à área de negócios é fundamental para a sustentabilidade da empresa. “A tecnologia tem de se colocar como ponto estratégico. Não adianta posicioná-la como um centro de alto custo, quando o custo é também um impulsionador de inovação. Tudo que fazemos e investimos é sempre com o viés de quanto isso vai gerar de benefício interno e externo”, defende.

O executivo não desassocia a área de tecnologia da empresa de outras, mas reforça que elas são intrínsecas, pois buscam gerar inovação. Sem dedicação e participação da área de negócios da DFS no desenvolvimento da plataforma e outras soluções em tecnologia, O que os resultados não seriam os mesmos, diz Ortega. “A TI não é a dona da verdade, ela está para servir, mas passa a ser uma importante viabilizadora de negócios”, pontua. Ortega ainda destaca a participação de comitês estratégicos no desenvolvimento da plataforma. “O fator humano, senso de integração e a vontade de mudar as coisas fazem muita diferença”, complementa.

Segundo Ortega, a plataforma em nuvem se encontra em “um bom nível de maturidade”, mas a tecnologia, diz ele, nunca estará completa. “Ela sempre terá de ser aprimorada e sempre haverá oportunidades de negócios. Criamos nesse momento a plataforma para sustentar a empresa no futuro e, a partir de agora, é só inovar”, conclui.

Finalistas do prêmio Executivo de TI do Ano 2019 – Holdings e Grupos Empresariais

1º Marcelo Ortega, CIO da DFS Holding – Pátria Investimentos

2º Wandair José Garcia, diretor de TI da WEG

3º Antonio Valceni de Oliveira Tomé, gerente de TI da AB Concessões

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Published by
cristina.deluca
Tags: Executivo de TI do Ano 2019
7 anos ago

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