Um dos desafios principais das empresas fornecedoras de software, entre elas a Microsoft, nos próximos tempos será apresentar aos gerentes de TI aplicações que contemplem um “estilo simples como o da internet” dentro da corporação. Essa é a impressão de Steve Ballmer, CEO da Microsoft, que participa nesta semana da conferência ITxpo, em Orlando (EUA).
O executivo afirmou também que a recém-anunciada iniciativa do Google de adquirir o serviço de compartilhamento de vídeo YouTube – por 1,65 bilhão de dólares – não é um desperdício de dinheiro e insinuou opiniões de que esse mercado é bastante promissor. “As pessoas que criam conteúdos profissionalmente vão querer distribuí-los em todos os lugares. Eles vão querer ver o material distribuído e encontrado tanto por nós quanto pelo Yahoo”, disse.
Ballmer, porém, não comentou como a Microsoft pretende combater o Google nesta frente. Mas disse, em outro momento, que sua companhia continua “trabalhando, e trabalhando e chegando e chegando” perto da liderança no mercado. “O osso não cai fora de nossa boca”, disse, arrancando risos dos conferencistas.
Ballmer não falou sobre a estratégia de entrega de software via internet e sobre o produto Microsoft Live, mas enfatizou que “a maioria das pessoas em um futuro próximo, ainda vai querer tocar TI corporativa como TI corporativa. Ao passo em que mais e mais companhias adotarão serviços entregues via internet, não chegarão à completa substituição”, apontou.
Segundo o executivo, porém, o software da Microsoft terá uma característica “click-to-run”, dentro do firewall da corporação. Isso significa, por exemplo, que o pacote de ferramentas de escritório Microsoft Office pode ser executado por meio de um servidor corporativo. “Nós acreditamos totalmente no desenvolvimento desse estilo simples ‘click-to-run’ via internet”, disse Ballmer.
Para o analista do Gartner, Thomas Bittman, a Microsoft tende a encerrar, em breve, sua política de longos ciclos de lançamento de produtos, como seus sistemas Vista e Longhorn. A companhia deverá apresentar atualizações “em pacotes menores e mais freqüentes”. “Se eles [executivos da Microsoft] não fizerem isso, terão problemas. Não podem esperar cinco anos para apresentar um novo sistema operacional”.
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