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Syntax reclama do mercado cinza

Para a Syntax Computadores, fabricante brasileira de microcomputadores para o varejo, a liberação da nova Lei de TI é uma grande vitória para os produtores locais de PCs.

No entanto, apesar dos incentivos de isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e dos benefícios para a pesquisa e o desenvolvimento, no País, o setor sofre com a pesada concorrência do mercado cinza.

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“É preciso iniciar um combate ao mercado cinza, efetivamente, com um trabalho de bloqueio ao contrabando”, alerta Claudio Dias, sócio da Syntax. Como exemplos bem sucedidos deste combate, o executivo cita o mercado de impressoras e de mobitores. “Hoje, são mercados praticamente legalizados”, avalia Dias.

Atraída pelos incentivos fiscais, como a redução de uma carga de 7% em ICMS, e pela facilidade logística, há dois anos, a Syntax abriu sua fábrica de PCs em Ilhéus, na Bahia. Com uma capacidade média de produção de 1.500 a 2.000 máquinas ao mês, a planta emprega 18 funcionários.

Em 2002, como resultado dos incentivos previstos pela Lei de TI, a Syntax pretende investir R$ 1 milhão em P&D, assinando convênios com universidades brasileiras, além de manter o incentivo ao projeto de desenvolvimento de plataformas de hardware e de software populares pela Universidade Estadual de Ilhéus.

Na prática, a empresa que comercializa PCs a partir de R$ 1.400 — com processador Celeron —, sai perdendo diante dos “integradores informais”. “Mesmo com os incentivos fiscais, meu produto pode sair de 15% a 20% mais caro em relação a estas máquinas. E o consumidor, que não sabe diferenciar um PC contrabandeado de uma máquina que segue critérios técnicos e de qualidade, sai perdendo”, desabafa o executivo.

Seguir a tendência de adesão ao software livre pelo setor público é um dos caminhos da Syntax, segundo Dias. “Recentemente, vendemos 250 máquinas com sistema operacional Windows mas programas Star Office para a prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista”, menciona o sócio da Syntax.

Seguindo a estratégia, a empresa espera ampliar seu faturamento de R$ 8 milhões, este ano, para R$ 20 milhões em 2001.

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Redação
25 anos ago

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