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IA é prioridade para apenas 8% das empresas atualmente

A Inteligência Artificial como ferramenta de negócio ainda não encabeça a lista de prioridade das empresas, conforme revelou pesquisa divulgada pela Bain & Company essa semana. De acordo com o relatório, atualmente apenas 8% das empresas ouvidas colocam a tecnologia como sua prioridade número 1.

No entanto, a expectativa é que esse cenário mude drasticamente, já que a IA deve entrar entre as cinco maiores prioridades nos próximos dois a quatro anos para 85% das organizações.

O estudo também relacionou o uso da Inteligência Artificial e a produtividade nas empresas. As empresas identificaram que, quando os colaboradores têm acesso a algoritmos de Large Language Models (LLMs), cerca de 15% de todas as tarefas podem ser concluídas de forma muito mais rápida e com o mesmo nível de qualidade.

Entre os exemplos de LLM mais populares na atualidade está o ChatGPT, da OpenAI. Já nas companhias em que os times têm à disposição softwares e ferramentas próprios desenvolvidos com base em LLMs, essa participação aumenta cerca de 50%.

Veja também: CESAR anuncia investimento de R$ 1,6 milhão com foco em IA generativa

Entre os setores avaliados, o segmento de software é o que sai na frente no uso da IA. Das empresas entrevistadas, 60% já criaram ou estão em processo de implementação de assistentes de codificação com resultados iniciais positivos. O Copilot, ferramenta desenvolvida pelo Github e OpenAi é um dos exemplos. A tecnologia pode reduzir pela metade o tempo de desenvolvimento de código.

O levantamento indicou ainda quais marcas têm maior awareness entre as companhias de desenvolvimento de LLMs, com destaque para OpenAI (com as ferramentas ChatGPT, DALL-E, Codex e Whisper), Google e Meta.

Na avaliação da Bain & Company, a melhor maneira de não ficar para trás na corrida tecnológica é experimentar a IA, “ampliar os diferenciais competitivos da empresa e dimensioná-la para capturar maior valor. Apesar de desafios como escalabilidade, considerações regulatórias e outras questões que vão exigir o redesenho de processos de negócio, as vantagens de quem largar na frente nessa corrida são muito promissoras”, destaca o estudo.

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