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Happy se posiciona como uma escola que quer ensinar o impossível: preparar jovens para profissões que não existem

Imagine uma geração de jovens aprendendo habilidades que o mercado de trabalho de hoje nem consegue nomear. É exatamente esse o propósito do Grupo Happy, escola em programação, games, robótica e tecnologia para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos.

Segundo Debora Noemi, diretora de produtos e sócia da Happy, a rede — que já alcançou mais de 100 mil alunos desde o início de sua trajetória — quer mudar a forma como o mercado enxerga educação, apostando em competências que vão além do conteúdo de sala de aula.

“Mais do que técnicas, ensinamos habilidades para a vida”, provoca Debora, explicando a essência do método. Do pensamento crítico à comunicação, da criatividade ao espírito empreendedor, as aulas levam garotos e garotas a explorar projetos práticos e mão na massa, em um formato “aprender brincando”, com a tecnologia como grande aliada. “Quando ensinamos a lidar com inovação, não há como saber qual profissão surgirá no futuro, mas temos certeza de que essas competências nunca perdem valor”, complementa.

Nascida para inovar

O Grupo Happy, que começou como “Happy Code”, nasceu da cabeça inquieta do fundador Rodrigo de Moura, após uma viagem aos Estados Unidos. A ideia era oferecer cursos de programação para crianças e adolescentes — algo impensável há alguns anos no Brasil.

Em 2017, Debora entrou para o time, levando para a empresa sua experiência em tecnologia e educação. Não demorou muito para a então escola de código se transformar em um ecossistema de aprendizado, que hoje vai de cursos de inteligência artificial (IA) e desenvolvimento de games a modelagem 3D, Youtuber e Roblox.

Os números não param de crescer. Com unidades próprias, franquias e parcerias em colégios, o Grupo Happy marca presença no Brasil e avança para outros países, já atuando em Portugal, Espanha e, em breve, na França e Angola. “Somos reconhecidos internacionalmente porque estamos sempre um passo à frente, lançando tendências e conteúdos que provocam nossos alunos a pensar diferente”, ressalta Debora.

Aprender para (re)aprender

A visão de futuro da escola aposta no conceito de “aprender, desaprender e reaprender” — lembrando o escritor norte-americano Alvin Toffler. Ou seja, não basta adquirir conhecimento e seguir adiante, é preciso manter a mentalidade de estar sempre pronto a mudar de rota. “A tecnologia e as ferramentas mudam num piscar de olhos, mas a base do pensamento lógico, da comunicação, da inteligência emocional e da capacidade empreendedora fica”, afirma a diretora de produtos.

É por isso que as novidades da empresa seguem acontecendo o tempo todo. Recentemente, o Grupo Happy lançou um curso de games com IA para crianças de 7 a 9 anos. Em 2025, a aposta será o Happy Music, mesclando produção musical e tecnologia, além de novas disciplinas de educação financeira e empreendedorismo. O objetivo é sempre o mesmo: desenvolver nos alunos a curiosidade e a confiança para encarar um futuro incerto.

De olho nas meninas e na inclusão

Entre os maiores desafios, Debora aponta a necessidade de levar mais meninas ao universo tech. A iniciativa “Tech For Girls”, criada na Happy, aproxima alunas da programação e mostra que não existe barreira de gênero para se destacar no setor. Além disso, a escola acolhe alunos autistas, reforçando a importância de uma abordagem inclusiva que valoriza cada indivíduo.

Segundo ela, o curso mais procurado atualmente é o Code, voltado ao desenvolvimento de jogos. Mas o maior diferencial da escola é mesmo o jeito “happy” de ensinar — uma metodologia ativa que convida o aluno a ser protagonista de seu próprio aprendizado. “Queremos formar pensadores e transformadores”, enfatiza Debora.

E se o futuro ainda está envolto em mistério, o Grupo Happy aposta que nada será mais essencial do que a capacidade de aprender com alegria, resgatando a mágica do “aprender brincando” para moldar jovens que vão criar — e não só ocupar — as profissões de amanhã.

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