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Grupo Taking lança programa que garante emprego para 25 mulheres em TI por ano

Em vez de patrocinar um evento ou lançar uma campanha, o Grupo Taking decidiu abrir o próprio bolso. No programa Protagonismo 688, lançado em parceria com a MCIO Brasil no dia 25 de março, a empresa assume o pagamento dos três primeiros meses de salário de cada profissional contratada e garante contratos de ao menos um ano em cargos técnicos. A meta é repetir o ciclo todo ano, com 25 mulheres por turma.

As vagas contemplam posições de analista de dados, desenvolvedora back-end, desenvolvedora front-end e analista de suporte, todas em nível júnior. O processo começa pela curadoria e seleção da MCIO Brasil, passa por formação técnica, revisão de currículo e entrevistas simuladas e termina com o encaminhamento direto para empresas clientes.

Para Marco Romero, CEO do Grupo Taking, a iniciativa responde a um problema concreto de negócio. “Existem 60 mil vagas abertas e profissionais querendo trabalhar. Cabe a nós e às empresas contratantes resolver esse problema”, afirma. A dificuldade, segundo ele, é especialmente aguda no nível júnior. “Temos 120 posições na Taking e não é simples encontrar candidatos”, pontua.

Leia mais: Diversidade feminina em TI: menos discurso, mais estratégia

De psicóloga a engenheira de zona de transferência

A trajetória de Cinthia Scafi Catarino, hoje Zone Transfer Lead na AB-InBev, ilustra o que o programa se propõe a viabilizar. Formada em psicologia, ela ingressou na área técnica por meio de uma iniciativa anterior da MCIO e foi contratada no mesmo mês em que concluiu a formação. “Aprendi os fundamentos de TI e de suporte técnico e entrei no mercado por meio das parcerias que o programa oferece”, relata. Para ela, o acompanhamento de uma mentora foi o diferencial e há muitas mulheres esperando apenas pela primeira oportunidade.

O Grupo Taking já apresenta indicadores que sustentam o investimento: 55% do quadro total é composto por mulheres e 40% das posições de gestão são ocupadas por elas.

Walkíria Marchetti, presidente-executiva da MCIO Brasil, aponta que o desafio não está só no acesso inicial, mas na visibilidade ao longo da carreira. “A MCIO Brasil conecta talentos, acelera o desenvolvimento e amplia o protagonismo das mulheres em um mercado que ainda carece de referências femininas em posições estratégicas”, diz.

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