Inteligência Artificial é a grande aposta do Grupo Stefanini. A companhia, em encontro com jornalistas na última sexta (20), afirmou que investirá R$ 1 bilhão em novas aquisições e em IA no triênio 2024/2026. De acordo com Marco Stefanini, CEO do Grupo, a Stefanini tem a vantagem competitiva de desenvolver IA nos últimos 12 anos.
A empresa, que vai fechar o ano com faturamento de R$ 7 bilhões, tem a Europa como destaque principal em 2023, com crescimento de 35%. Entretanto, o Brasil também terá um bom resultado, com alta de aproximadamente 20%, organicamente.
“Temos uma vantagem competitiva no desenvolvimento e uso de inteligência artificial em relação a outros concorrentes, que vão ter que se apressar agora. Já arrancamos em várias frentes e o desafio é embarcar cada vez mais IA em nossos produtos”, diz ele.
Entretanto, o executivo acredita que IA deve ser usada como uma tecnologia que permeia diversas soluções. “IA é uma solução-cross e não um mercado em si”, afirma ele. Dentro desse conceito, a empresa já está com diferentes produtos com IA embarcada seja para uso em marketing digital, analytics, manufatura, entre outros.
Um dos cases que orgulha a instituição é um projeto para a defensoria pública de São Paulo, desenvolvido para diminuir as filas e longas esperas. O sistema, embarcado com IA, avisa quando há vagas de atendimento, faz triagem e permite conversas com os defensores via WhatsApp. O projeto diminuiu o absenteísmo em agendamento em 8% em 15 dias de uso, desde a implantação em julho desse ano.
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Até o fim do ano, a meta é que as taxas caiam pela metade (30%). A digitalização do atendimento da Defensoria ajuda a acelerar o atendimento de mais de cinco mil petições diárias em favor de pessoas de baixa renda, em sua maioria (90%) mulheres.
Marco também vê oportunidades em outras indústrias. O setor de manufatura, por exemplo, será responsável por R$ 250 milhões de receita da Stefanini e o CEO acredita que o crescimento será ainda maior nos próximos anos.
Marco também fez questão de comentar sobre as aquisições feitas pela companhia nos últimos anos. Segundo ele, o Grupo deve ser visto em diferentes ciclos: crescimento orgânico; aquisições para expandir internacionalmente; aquisições de soluções (sendo 90% delas para somar no portfólio).
Segundo o CEO, as aquisições não são gigantes, mas são estratégicas para o crescimento da empresa. Desde 2020, a empresa fez pelo menos 14 aquisições de companhias com produtos e tecnologias que complementam seu portfólio.
Só em 2023, foram três aquisições: a Safeway, que compõe a plataforma de cibersegurança; a italiana Solve.it, que fornece consultoria, desenvolvimento de aplicativos e serviços de gerenciamento em TI, e 100% da Tatic Software, que complementa o portfólio de analytics.
Nos últimos três anos, o Grupo Stefanini tinha R$ 500 milhões para aquisições e já utilizou todos os recursos. A multinacional está presente em 41 países.
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