Notícias

Grupo ganha destaque com criptografia de dados e extorsão, alerta ISH

A brasileira ISH Tecnologia lançou um relatório de pesquisas sobre operações do Ransomware Rhysida. O grupo cibercriminoso, conhecido por ataques a base de criptografia de dados e extorsão, possui técnicas sofisticadas de invasão e mira diversos setores, em vários países, inclusive o Brasil.

O Rhysida é um malware que criptografa dados das vítimas e exige compensação financeira como forma de resgate. Como alvos principais o grupo tem organizações dos setores de saúde, educação e serviços públicos. O agente malicioso costuma agir por meio de operações de phishing, que exploram vulnerabilidades de sistemas desatualizados.

Como forma de pressionar e chantagear vítimas, o Rhysida ameaça publicar informações roubadas em caso de não pagamento. Já os resgates pagos são divididos entre a própria organização e os afiliados.

Leia também: Transpetro usa IA para aumentar eficiência e reduzir emissões

Entre os eventos mais recentes que envolvem a participação do Rhysida estão um ataque a um exército da América do Sul, contra uma operadora de hospitais e centros médicos da América do Norte e contra uma grande desenvolvedora de games.

Em novembro de 2023, o governo brasileiro emitiu alerta para proteção contra o Ransomware Rhysida. A instituição, por meio do Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov), reforçou o perigo das representado por esse agente malicioso e demais grupos cibercriminosos que miram o País.

Métodos de ataque para criptografia de dados

O time de estudos da ISH também revelou os principais métodos de infecção utilizados pelos atores de ameaça. De acordo com os pesquisadores da empresa, essas técnicas mal-intencionadas baseiam-se em:

  • Phishing: e-mails que contém anexos maliciosos ou links que direcionam para downloads de malware são comuns;
  • Exploração de vulnerabilidades conhecidas em softwares desatualizados ou mal configurados;
  • RDP (Remote Desktop Protocol): frequentemente devido a credenciais fracas ou reutilizadas.
  • VPN (Virtual Network Private): Os atores do Rhysida têm sido comumente observados autenticando em pontos de acesso VPN internos com credenciais válidas comprometidas, principalmente devido a organizações sem MFA habilitado por padrão.
  • Living off the Land: incluem o uso de ferramentas de administração de rede nativas (integradas ao sistema operacional) para executar operações. Isso permite que os atores evitem a detecção ao se misturarem com sistemas Windows normais e atividades de rede. Ipconfig, whoami, nltest e vários comandos net foram usados para enumerar ambientes de vítimas e coletar informações sobre domínios.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

19 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

22 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

1 dia ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago