Desde que foi declarado estado de pandemia, há algumas semanas, muitas empresas levantaram sinal de preocupação em relação ao futuro econômico dos negócios. Para algumas startups, especialmente, o sentimento vem acompanhado de incertezas e dúvidas sobre a continuidade do negócio, enquanto para outras pode ser uma oportunidade.
Para discutir esse cenário, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, e a KPMG reuniram especialistas para debater o futuro das startups.
De acordo com Rodolfo Fücher, presidente da Associação, essas empresas podem contribuir para a economia do país devido a rápida adaptação dos serviços que oferecem para a sociedade. “Um dos nossos objetivos é ajudar na construção de um Brasil mais digital e menos desigual e, nesse momento delicado que enfrentamos, fortalecer as startups é um dos caminhos para mitigar os impactos negativos causados pela pandemia na economia”, comenta.
Um dos desafios deste ecossistema, principalmente para as aceleradoras, é priorizar iniciativas que contribuam para o futuro econômico do país. “Porém, é importante planejar rota mais rápida de retomada da crise e salvar o seu negócio neste período que desorientou todos os empreendedores”, diz Felipe M. Catharino, Sócio diretor na área de Markets da KPMG.
Os especialistas apontam que a capacidade das startups pivotarem em tempo recorde, principalmente em cenários hostis, as colocam em posição privilegiada na hora de grandes companhias buscarem soluções. Agora, mais do que nunca, grandes empresas estão buscando parcerias com startups para solucionar novos desafios. “Tem sido uma preferência não mais desenvolver uma solução interna, mas procura-la em meio ao ecossistema de startups”, conta Robson Del Fiol – Sócio-Diretor Head of Emerging Giants & Digital Marketing Strategist da KPMG Brasil.
Ao falar sobre o mercado de venture capital durante a pandemia, Tiago Fabris, da área de Relação com Investidores da Bossa Nova Investimentos, garante que o mercado continuou realizando diversos deals ao longo dos quatro primeiros meses do ano. “Na Bossa Nova, utilizamos as primeiras semanas da pandemia do Covid-19 para individualmente orientar cada Startup do nosso portfólio, entender o tempo de runaway de cada uma, e realizar os pivots necessários. Tomadas essas ações, no final de Abril realizamos três novos investimentos através da nossa primeira rodada de investimento online. Entendemos que existem muitas novas soluções inovadoras neste momento a um preço atrativo, e não queremos deixá-las passar”, conta o executivo.
Para ele, o momento é de repensar internamente sobre como utilizar recursos e repensar o comportamento do cliente. “O atual cenário cria uma série de oportunidades para as startups endereçarem novas soluções para as novas necessidades”, diz.
No segundo dia do IT Forum Na Mata com oferecimento BuildBox, realizado na sexta-feira (12)…
Por Leandro Cesar Lopes O Brasil pode estar mais preparado para a era da inteligência…
A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) apresentou nesta segunda-feira (15) a segunda parte…
O crescimento dos gastos com inteligência artificial (IA) pode estar menos relacionado ao uso dos…
A Lenovo anunciou, nesta segunda-feira (15), a nomeação de Claudio Stopatto para o cargo de…
Faleceu neste final de semana o pesquisador Rege Romeu Scarabucci. Ao longo de mais de…