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Google pressiona funcionários remotos a voltarem ao escritório sob risco de demissão

O Google passou a exigir que parte de seus funcionários remotos retorne ao escritório pelo menos três vezes por semana, sob pena de perderem o emprego. A nova diretriz vem sendo aplicada por diferentes unidades da companhia e afeta colaboradores que anteriormente haviam sido autorizados a trabalhar remotamente.

Segundo documentos internos obtidos pela CNBC, alguns desses funcionários foram orientados a aderir ao regime híbrido ou aceitar pacotes de saída voluntária. A movimentação faz parte de um esforço mais amplo da gigante de tecnologia para reduzir custos operacionais e realocar investimentos para áreas estratégicas, especialmente inteligência artificial (IA) e infraestrutura técnica.

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Embora a empresa não tenha adotado uma política única para todos os times, a porta-voz Courtenay Mencini confirmou que equipes passaram a solicitar o retorno presencial de funcionários que moram a até 80 km de um dos escritórios. Ela justificou a mudança dizendo que a colaboração in loco é essencial para “inovar e resolver problemas complexos”.

Mudanças internas no Google

O contexto é de transformação interna: após cortar cerca de 7 mil postos de trabalho nos últimos dois anos, o Google continua realizando ajustes pontuais em departamentos como Recursos Humanos, Serviços Técnicos, Android, Chrome e hardware. Nessas áreas, o trabalho remoto passou a ser critério relevante na análise de permanência.

Colaboradores do setor de RH (People Operations), por exemplo, foram avisados de que precisam migrar para o modelo híbrido ainda neste semestre ou aceitar o desligamento. Já quem vive a mais de 80 km pode manter o regime remoto atual, mas terá que se adaptar ao presencial caso mude de função na empresa. Em alguns casos, o Google está oferecendo apoio financeiro único para quem precisar se mudar.

Novas políticas

O endurecimento nas políticas acontece em meio ao aumento da pressão por produtividade e agilidade. Em fevereiro, o cofundador Sergey Brin chegou a dizer que a produtividade ideal está em torno de 60 horas presenciais por semana, reforçando que o Google precisa acelerar seus esforços para manter a liderança em IA frente à concorrência crescente.

A companhia havia lançado, no início de 2025, programas de desligamento voluntário em diversas unidades, inclusive entre funcionários de longa data da divisão de plataformas e dispositivos. Agora, esses pacotes são reforçados como única alternativa viável para quem não aceitar o retorno parcial ao escritório.

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