Google confirma marco histórico em computação quântica

Gigante conseguiu que uma de suas máquinas executasse um cálculo impossível de ser realizado com a tecnologia atual

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Uma pessoa está sentada em uma cadeira sobre um pequeno palco circular elevado, durante um evento ou conferência. A pessoa veste terno escuro, camisa clara e gravata, e usa um microfone preso à roupa, sugerindo que está participando de uma apresentação ou entrevista ao vivo. Ao lado da cadeira, há uma pequena mesa redonda com uma garrafa de água e um copo. O palco possui iluminação em tons de amarelo e verde nas bordas, criando um destaque visual. Ao fundo, há um grande painel digital com gráficos abstratos em tons de azul e linhas que lembram circuitos tecnológicos. Também é possível ver parcialmente um texto no canto superior esquerdo do painel que inclui as palavras “Rimini Street”. Na frente do palco, em primeiro plano, aparecem algumas pessoas sentadas em cadeiras, vistas de costas, assistindo à apresentação. À direita do palco, há um vaso com uma planta verde e equipamentos de som ou iluminação, indicando um ambiente estruturado para eventos corporativos ou palestras. A iluminação geral do espaço é clara e profissional, com cores vibrantes no palco contrastando com a área da plateia.
Seth Ravin, CEO global da Rimini Street (Imagem: divulgação — Foto: Shutterstock

Em artigo publicado nesta terça (23) na revista científica Nature, o Google anunciou ter atingido um dos marcos da computação quântica: conseguiu que uma de suas máquinas executasse um cálculo impossível de ser realizado com a tecnologia atual.

O cálculo escolhido estava relacionado com os anúncios da própria Google ao primeiro voo de avião dos irmãos Wright, realizado em 1903. A conta, que em um computador normal levaria mais de 10 mil anos, foi concluída em 3 minutos e 20 segundos.

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Ao que tudo indica, o artigo é a versão integral do paper publicado antes pela empresa no site da NASA, no qual já indicava a realização de um teste feito em condições similares.

O sistema de computação que utilizamos atualmente é feito com bits, representados no código por sequências de 0 ou 1. No caso da computação quântica, as unidades de medida são os ubits (ou bits quânticos), que conseguem “se encaixar” de inúmeras formas entre o 0 e o 1, o que aumenta de forma significativa a quantidade de informação que pode ser processada por essas máquinas.

Por isso, espera-se que no futuro os computadores quânticos possam fazer operações que a ciência atual nem sonha realizar e, assim, descobrir novas tecnologias ou até mesmo cura para doenças.

Porém, esse futuro ainda está muito distante de acontecer: os computadores quânticos só funcionam em condições muito especiais (com refrigeração a -273ºC) e mesmo os cientistas que trabalham com as máquinas ainda não conseguem controlar todas as operações.

Antes da publicação da Nature a IBM, que também trabalha com computação quântica, publicou um post em seu blog afirmou que, enquanto o uso do conceito ajuda a inspirar os cientistas atuais e futuros, a aplicação real da tecnologia ainda vai demorar para se tornar comum.

 

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