Golpe no Pix: o que fazer quando for vítima de um

Conheça principais golpes envolvendo a tecnologia e medidas de segurança recomendadas pelo Banco Central

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8:27 pm - 26 de abril de 2021

Em pouco tempo, o Pix já foi responsável pela transferência de mais de R$ 500 bilhões, com o número de operações passa de 600 milhões. A tecnologia é rápida e está disponível 24 horas por dia sem nenhum custo para os consumidores.

Porém, mesmo a tecnologia pode ser vítima de golpes. É preciso estar atento à segurança enquanto for realizar a operação, inclusive considerando que na pandemia os níveis de fraudes e ataques cibernéticos aumentaram drasticamente.

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Veja os principais golpes envolvendo o Pix e medidas de segurança recomendadas pelo Banco Central:

  • Invasão de conta: nesse tipo de golpe a pessoa fragiliza o acesso do seu próprio Pix ou outros dados financeiros, sem intenção, ao responder mensagens suspeitas recebidas por SMS ou WhatsApp, ou acessando uma página falsa de banco na internet. A recomendação é não clicar em links suspeitos recebidos por qualquer meio; solicitar atendimento por canais oficiais; verificar a autenticidade dos sites acessados; criar senhas complexas e não anotá-las em papéis ou dispositivos eletrônicos; realizar Pix por meio de aplicativo oficial ou internet banking.
  • Central de atendimento falsa: nesse caso, a pessoa interage com uma central de atendimento falsa e acaba permitindo o acesso a suas credenciais. Para se proteger, é necessário sempre desconfiar de tentativas de contato suspeitas, como telefonemas ou mensagens de texto com números de telefone desconhecidos; nunca passar informações pessoais, principalmente credenciais de acesso e senhas, para terceiros, por telefone ou outro canal; nunca permitir acesso remoto ao seu computador ou celular nem aceitar fazer procedimento de segurança durante o contato; nunca envie print ou vídeos nem mostre por videochamada QR Code associado à sua conta ou a tela do computador, celular ou do caixa eletrônico.
  • Clonagem de WhatsApp: o golpista acessa o WhatsApp da vítima e solicita transferências de dinheiro por meio do Pix para os contatos. Nesse caso, é recomendado confirmar se a pessoa realmente pediu a transferência; conferir dados de destinatário antes da transação; solicitar bloqueio de acesso ao aplicativo do banco em caso de roubo de celular; configurar confirmação de acesso em duas etapas.
  • Venda falsa: o golpista anuncia um produto, em site ou rede social, a vítima faz o pagamento via Pix mas não recebe o produto. Aqui é importante verificar a procedência das ofertas e pesquisar a reputação de quem está oferecendo produtos por meio de sites especializados; além de sempre conferir os dados do destinatário antes de confirmar a transferência.
  • Comprovante falso: esse golpe acontece quando alguém precisa receber dinheiro de um desconhecido pelo Pix, o criminoso pode forjar comprovante de operação do Pix e simular o envio do dinheiro para a conta da vítima, finge o pagamento e leva o produto “comprado”. Para se proteger, tenha em mente que a transferência do Pix é instantânea, então se você recebeu o comprovante mas o dinheiro não caiu na conta, desconfie.

De qualquer forma, em caso de se tornar uma vítima de golpe, a primeira ação é acionar a polícia. Também é possível entrar em contato com a instituição financeira que intermediou o seu Pix para buscar esclarecimentos, seja no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) ou na ouvidoria da instituição. Também é possível solicitar atendimento nos órgãos de defesa do consumidor (como o Procon) ou ao Poder Judiciário para buscar reparação do dano.

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