A Getnet, fintech de meios de pagamento do Santander, deu recentemente detalhes de uma nova estratégia de “comércio agêntico”, ou agentic commerce, no termo em inglês. Essa tendência permite que agentes de inteligência artificial iniciem, gerenciem e efetivem compras e pagamentos de forma autônoma.
No alvo da Getnet estão empresas do varejo que pensam em atuar com agentic commerce.
A empresa busca com esse movimento aproveitar uma tendência global. Citando dados da Deloitte, projeta que até 30% do valor transacionado no e-commerce global poderá ser influenciado por agentes de IA até 2030, movimentando cerca de US$ 17,5 trilhões. A mudança, diz a Getnet, exige adaptação do setor de meios de pagamento, incluindo em infraestrutura, segurança e conformidade.
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“O ‘agentic commerce’ representa um ponto de virada em que a IA deixa de apenas observar a jornada do cliente e passa a conduzi-la por meio de agentes autônomos que descobrem, negociam e pagam em nome dos consumidores. Nesse sentido, a visão da Getnet é ser a conselheira de confiança e facilitadora de seus clientes (…)”, explica em comunicado Juan Franco, CEO global da empresa.
A estratégia se baseia em recursos que a empresa diz ter já implantados na plataforma, incluindo o Single Entry Point (SEP), API que promete integração em vários países e suporte a transações iniciadas por agentes “com segurança e conformidade integradas”. A partir disso, a Getnet pretende desenvolver novas funcionalidades, incluindo identificação e validação de agentes, APIs padronizadas e interoperabilidade com protocolos do setor.
Os pontos da estratégia estão em um relatório – chamado Getnet at the Forefront of Agentic Commerce –, elaborado pela empresa em colaboração com a Deloitte e divulgado durante evento com clientes e parceiros em paralelo à NRF 2026, principal evento de tecnologia para o varejo realizado em Nova Iorque, nos EUA.
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