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‘People Analytics’ torna papel do RH mais estratégico nas empresas

A tecnologia de analytics aplicada aos departamentos de recursos humanos, que na prática aumenta o uso intensivo de dados, marca uma transição: o RH deixa de ter papel puramente administrativo para atuar diretamente em decisões estratégicas de desempenho, retenção e cultura. É o que defende Elenise Martins, psicóloga e fundadora da EMRH Consultoria.

Não por acaso esse mercado deve dobrar até 2030, alcançando US$ 9,5 bilhões, segundo projeção da consultoria Mordor Intelligence. Para a especialista, trata-se de uma ferramenta que ajuda os RHs a lidarem com desafios estruturais de negócio cada vez maiores.

“A alta rotatividade, a dificuldade de engajamento e a perda de talentos estratégicos expõem os limites de decisões baseadas apenas em percepção. O uso de dados permite identificar padrões, antecipar riscos e transformar problemas recorrentes em insumos para decisões mais consistentes”, explica.

Dados da consultoria Robert Half indicam que 56% dos profissionais com carteira assinada no Brasil trocaram de emprego nos últimos 12 meses, salto expressivo em relação ao cenário de cinco anos atrás. Diante desse cenário, diz Elenise, as empresas têm recorrido à análise de dados para entender os fatores por trás do chamado “turnover”, buscando diminuir esse indicador, ou mesmo prevenir a saída de talentos.

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Segundo a Deloitte, 71% das organizações que adotam analytics no RH consideram as ferramentas importantes para decisões estratégicas de RH.

Responsabilidades

Para a fundadora, o uso de “people analytics” aumenta a responsabilização das lideranças. Indicadores de rotatividade, desempenho e engajamento deixam de ser exclusivos do RH e passam a estar na mesa de outros gestores e equipes, o que altera a lógica de gestão de pessoas nas empresas.

“Quando os dados evidenciam onde estão as saídas, as quedas de performance e os desafios de engajamento, a liderança deixa de atuar apenas de forma reativa. A análise estruturada de dados de pessoas expõe a responsabilidade gerencial sobre talentos e qualifica o debate com a alta gestão”, afirma.

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