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Futuro é generativo, acredita CEO da Nvidia

Um dos nomes mais falados do momento, Jensen Huang, CEO e fundador da Nvidia, subiu ao palco do GTC 2024, que acontece em San José*, na Califórnia, Estados Unidos, e destacou, logo de cara, a transformação sem precedentes que está ocorrendo na indústria da computação.

Segundo ele, essa transformação não se limita apenas ao mercado de jogos, que até pouco tempo era um dos que mais usavam tecnologias Nvidia, mas abrange a essência da sociedade contemporânea. O CEO enfatizou que o computador é a questão mais crucial da nossa época, influenciando desde os fundamentos até os momentos mais cotidianos das nossas vidas.

Ao longo do seu discurso, ele relembrou eventos-chave que moldaram a trajetória da Nvidia, e que estão relacionadas a essa revolução, destacando o ano de 2006 como o marco da mudança no modelo de computação.

Com uma pitada de humor, ele ressaltou como o que antes parecia ser uma alteração instantânea se revelou como uma jornada de quase duas décadas e meia. “Pensávamos que era revolucionário na época e que seria um sucesso da noite para o dia, mas aconteceu quase 20 anos depois,” disse ele rindo.

Destacando o papel crucial da inteligência artificial e da arquitetura CUDA, ele mencionou o ano de 2012 como o momento em que o conceito da inteligência artificial começou a florescer. E em 2016, reconhecendo a importância desse modelo de computação, a Nvidia lançou um novo tipo de supercomputador, o GTX One, que marcou o início de uma nova era na computação de alto desempenho.

Futuro generativo

Ele, então, revelou o surgimento de um novo tipo de software, impulsionado pela capacidade das máquinas de escreverem software por si próprias. “Estamos agora produzindo software usando computadores para escrever software, algo que nunca existiu antes. É uma categoria completamente nova,” enfatizou, sublinhando como essa nova forma de produção de software está redefinindo todo o panorama da indústria.

Em seguida, Huang provocou a plateia a refletir sobre o futuro dessa revolução na computação e a se preparar para as próximas etapas. Ele incitou a audiência com perguntas sobre o tipo de software que será construído nessa nova era e sobre as aplicações que estão por vir.

Para ele, que convidou pequenos robôs para subir ao palco enquanto robôs humanoides feitos com tecnologia Nvidia eram projetados atrás dele, estamos vivendo uma nova indústria pautada por IA generativa, que segundo Huang, será, sem dúvidas, o futuro. “Tudo será robôs no futuro. Todos eles precisam de gigantescas fábricas, montadoras de carros, estádios. Eles precisam de uma plataforma digital, chamada Omniverse”, finalizou.

*A jornalista viajou a convite da Nvidia

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