A multinacional norte-americana de cibersegurança Forcepoint está expandindo sua infraestrutura de processamento em nuvem no Brasil. A companhia anunciou a inauguração de duas novas estruturas de data center modernas e escaláveis no país, voltadas para atender às demandas específicas de clientes brasileiros.
As estruturas se somam a outro data center que a companhia já operava no país, e têm o objetivo de ampliar as capacidades de duas soluções da Forcepoint: a Websense, plataforma de navegação segura que terá sua oferta dobrada no Brasil; e a oferta de Security Service Edge (SSE), que passa a ter processamento local.
Para Marcelo Saburo, country manager da Forcepoint, a ampliação da infraestrutura local ajudará a companhia a oferecer soluções com latência ainda mais baixa para clientes, além de cumprir com demandas de soberania de dados. “Algumas empresas públicas e privadas questionavam onde as informações eram processadas. Isso se resolve com o novo investimento”, disse em entrevista ao IT Forum.
A estratégia é particularmente importante porque o setor público brasileiro é uma das áreas estratégicas em que a Forcepoint deve apostar para continuar crescendo no mercado nacional. Hoje, o setor público responde por cerca de 30% do total do negócio da organização no Brasil.
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Em março, a companhia anunciou a expansão de sua força comercial com a contratação de Rodrigo Ayres como novo gerente da companhia para o setor público. O profissional, que é ex-CrowdStrike, atuará no atendimento de mais de 40 contas públicas e ficará baseado em Brasília. Uma das metas é expandir a presença e o faturamento da Forcepoint nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste ao longo do ano
“A estratégia da Forcepoint é olhar para data protection onde quer que o dado esteja – no trânsito para a nuvem, na máquina remota do usuário ou na rede do cliente ”, explicou o country manager da companhia no país. “Eu continuo no mercado de SSE, mas com uma visão profunda e focada no bem mais precioso das empresas”.
Além do setor público, o setor de pequenas e médias empresas (PMEs) também deverá ser impulsionado pela companhia com novas ofertas específicas. Neste mês, a Forcepoint lança uma oferta de Data Security Posture Management para o segmento, e, em maio, introduzirá o Data Security Everywhere também para PMEs.
“Esse mercado exige uma flexibilidade que a Forcepoint não tinha” , Saburo. “É uma solução de Managed Security Services Provider (MSSP) para o Forcepoint One com pagamento mensal e consumo mensalizado. Nós estamos preocupados e queremos atuar mais fortemente nesse mercado. Essas empresas são sensíveis a preço, a forma de pagamento e à flexibilização do modelo de negócio. Nós não tínhamos isso, então vamos trazer um novo mercado”. A expectativa da companhia é crescer o negócio da empresa no Brasil em 30% em 2024.
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