“O gestor de TI deve ter uma postura mais dura e séria. Não podemos mais ser vistos como aqueles que chegam ao usuário interno com um bloquinho para anotar pedidos.” Com esta frase, o vice-presidente de meios do banco Santander/Real, Gustavo Roxo, deu o tom do debate sobre o futuro dos líderes do setor, realizado na manhã de hoje (19/6) no CIAB 2009 – congresso e exposição de tecnologia da informação das instituições financeiras, que acontece em São Paulo (SP).
Para Roxo, pelo fato de a área de tecnologia ser considerada hoje estratégica às operações dos bancos, os CIOs do setor devem assumir uma postura mais proativa, ao antecipar as demandas do negócio e sugerir iniciativas que melhorem os resultados das instituições.
Na mesma linha, a vice-presidente de TI da Caixa Econômica Federal, Clarice Coppetti, sugere medidas práticas e imediatas para solucionar um problema comum a esse segmento: a obsolescência dos processos.
“Devemos apresentar às demais áreas da companhia um projeto voltado à reestruturação de processos”, cita Clarice. Ainda segundo ela, na maior parte dos casos, as instituições financeiras têm investido recursos preciosos para automação de processos que já não fazem mais sentido. “É necessário conhecer profundamente a estrutura para avaliar quais métodos ainda geram resultados efetivos à organização e quais podem ser extintos ou precisam ser reformulados”, diz Clarice.
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