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EUA e China fecham acordo sobre TikTok; anúncio oficial será feito por Trump e Xi Jinping

Depois de meses de negociações e adiamentos, Estados Unidos e China chegaram a um acordo definitivo sobre o futuro do TikTok. Segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, o entendimento entre os dois países será formalizado na próxima quinta-feira, durante encontro entre Donald Trump e Xi Jinping na Coreia.

Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS, Bessent afirmou que os detalhes do acordo foram “totalmente resolvidos” após reuniões recentes em Kuala Lumpur e que o aval do governo chinês para a transação foi garantido. “Meu papel era obter a aprovação chinesa para o negócio, e acredito que conseguimos isso nos últimos dois dias”, disse.

Leia também: “Goiás quer ser principal polo de IA do País”, diz secretário

O novo TikTok norte-americano

De acordo com a ordem executiva assinada por Trump, as operações do TikTok nos Estados Unidos, incluindo o algoritmo de recomendação, o código-fonte e os sistemas de moderação de conteúdo, passarão para o controle de uma nova diretoria. A Oracle será responsável pela segurança da plataforma, enquanto empresas como Fox Corporation, Andreessen Horowitz e Silver Lake integrarão o grupo de investidores da nova joint venture.

A participação da Fox, controladora da Fox News, foi confirmada publicamente por Trump. Já Larry Ellison, fundador da Oracle e aliado político do ex-presidente, será um dos principais executivos envolvidos na transição.

O acordo encerra uma longa disputa entre Washington e Pequim sobre o controle da rede social, que soma mais de 170 milhões de usuários nos EUA. Desde 2020, Trump vinha prorrogando o prazo estabelecido por lei para que a ByteDance, controladora chinesa do TikTok, vendesse suas operações americanas ou enfrentasse um banimento completo no país.

As conversas também ocorreram em paralelo a uma rodada mais ampla de discussões comerciais entre as duas potências. Segundo o negociador americano Jamieson Greer, os temas abordados incluíram tarifas e exportação de minerais raros, essenciais para a fabricação de semicondutores e outros componentes de alta tecnologia.

“Falamos sobre estender a trégua e, claro, sobre terras raras”, afirmou Greer, sem dar detalhes sobre os termos do entendimento. A China, principal produtora global desses minerais, já havia sinalizado intenção de restringir suas exportações.

A oficialização do negócio entre Trump e Xi é vista como um passo importante para reduzir a tensão tecnológica entre os dois países. O TikTok tornou-se um dos principais pontos de atrito desde que Washington passou a acusar a ByteDance de representar riscos à segurança nacional por supostamente compartilhar dados com o governo chinês, alegação que a empresa sempre negou.

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