Empregos relacionados à habitação, construção e paisagismo são mais cotados em cidades mais baratas, de acordo com o estudo do Laboratório de Indeed Hiring Lab. Por outro lado, nas cidades consideradas mais caras, empregos que mais prosperam estão relacionados à ciência e tecnologia, artes e gestão especializada. Engenheiros de aprendizado de máquina são mais de cinco vezes mais propensos a serem encontrados nesses locais.
Para chegar a essa conclusão, a pesquisa analisou anúncios de emprego de 51 cidades dos Estados Unidos com mais de 1 milhão de habitantes, comparando as dez metrópoles mais caras com as demais. Por exemplo, há menos 77% de anúncios de vagas para mecânicos de trailers no top dez das cidades (que incluem Miami e Washington, DC) comparados a lugares mais acessíveis, como Dallas e Atlanta.
Finalizadores de concreto, instaladores de cabos e zeladores de solo também estão entre os “trabalhos em falta”, como os pesquisadores os chamam, assim como atendimento ao cliente e equipe do call center.
“Em contraste, os empregos em tecnologia e ciência tendem a se agrupar em áreas metropolitanas caras, assim como alguns empregos de serviços de ponta, como gerentes de fitness e confeiteiros”, disseram os pesquisadores.
Segundo a pesquisa, exilar categorias de trabalho inteiras pode acabar prejudicando o ecossistema que define uma cidade de sucesso. “A razão pela qual as grandes cidades se tornaram centros de inovação é precisamente porque elas abrangem uma ampla diversidade de pessoas, empregos e habilidades.”
O que leva alguns empregos à extinção urbana? Segundo o estudo, divulgado no site do World Economic Forum (WEF), os custos com moradia, escritório e mão de obra são fatores-chave. As cidades mais caras e densamente povoadas têm menos casas unifamiliares e as bicicleta ou o transporte público são os mais usados.
Artistas e diretores criativos também são mais prevalentes. Um estudo feito pela London School of Economics pode ajudar a explicar esse padrão. Ele constatou que as indústrias de artes se agrupam nos chamados “distritos de inovação”, isso é, centros de setores orientados pelo conhecimento, como mídia, tecnologia, finanças e ensino superior. A cidade de Nova York, com sua mídia e cena de arte, e Los Angeles, com sua indústria cinematográfica global, são exemplos perfeitos de tais polos criativos – e ambas estão entre as cidades mais caras.
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