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Estudo aponta 7 novos desafios para CFOs diante da era digital

Segundo estudo da Deloitte, a área financeira enfrenta sete grandes desafios a partir do novo cenário digital que está avançando nas empresas. São eles, cloud; robótica; visualização; analytics avançado; computação cognitiva; processamento in-memory; e blockchain.

Os executivos do setor precisam entender que o mundo seguirá movimentando-se cada vez mais rápido na direção das mudanças impostas pelos atuais modelos digitais. Por essa razão, os CFOs (Chief Finance Officers, ou diretores financeiros) devem estar preparados para encarar demandas de negócios sobre os quais ainda não temos ideia de onde vão parar. Esta é uma das principais conclusões do estudo “Hora Decisiva – Finanças em um mundo digital”.

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De acordo com a pesquisa, os CFOs talvez não tenham uma compreensão absoluta sobre o que está ocorrendo na área financeira, mas sabem, com certeza, aquilo que eles querem: manter as finanças de suas organizações em “boa forma”; que sua contabilidade esteja sempre em dia; que as empresas tenham visão aberta ao futuro; e que disponham de recursos para tomarem as melhores decisões.

O relatório aponta os itens quem devem estar no radar desses executivos de finanças diante das disrupções digitais:

Os volumes de dados estão explodindo – A informação está inundando os negócios, causando uma explosão no volume de registros de dados. Termos como big data, mídias sociais e internet das coisas (IoT) agora devem estar no vocabulário cotidiano dos gestores. Afinal, o mundo cria 2,5 quintilhões (10¹ 8, ou dez elevado à décima oitava potência) bytes de dados todos os dias.

Não estruturado é diferente – O crescimento massivo de dados estruturados já é por si só um grande desafio, mas a quantidade de dados não estruturados, como os presentes em vídeos, fotografias e textos, apresenta desafios analíticos que muitas áreas financeiras não estão preparadas para enfrentar. Grande parte delas não tem nem a tecnologia nem os recursos humanos para acompanhar essa evolução.

Área de finanças não tem a exclusividade das análises – Os executivos de negócios hoje têm acesso a ferramentas de análise que antes costumavam ser de propriedade exclusiva da área financeira. Quando áreas de finanças não conseguem agregar valor como esperado, seu papel de parceiro do negócio fica ameaçado.

Ciclos de negócios estão on-line – Em um mundo digital, produtos podem ser lançados em horas, em vez de meses. Mas podem também desaparecer com a mesma rapidez – assim como seus clientes. Os ciclos de planejamento, forecasting, alocação de capital e fechamento já estão aptos a migrar para o ambiente on-line. Como a área financeira consegue fazer mais coisas em tempo real?

As restrições de recursos e talentos são reais – Para quem vai atuar em finanças digitais, há a tendência de se valorizar habilidades com o foco nas áreas de ciências de dados e parceria de negócios. Muitas áreas financeiras entretanto não têm o pessoal adequado para promover as mudanças demandadas. Treinamento e desenvolvimento podem ajudar, mas a necessidade de recrutar pessoal com novas habilidades está assumindo uma nova urgência.

Por onde começar?
De acordo com as análises do estudo “Hora Decisiva”, da Deloitte, o CFO de um negócio já estabelecido obviamente encara desafios tecnológicos de maneira diferente daquele gestor financeiro de uma empresa que já cresceu digital. Para este último, a área financeira pode já estar operando totalmente na nuvem, com automação em todos os setores, e não há algo com um sistema legado. Sua equipe de finanças já nasceu digital.

Já as empresas tradicionais tendem a enxergar o desafio digital de maneira diferente. Muitas estão adotando a nuvem e soluções de analytics, mas ainda têm muitos sistemas legados funcionando – sistemas que requerem investimento de muito dinheiro e esforços para serem mantidos. É difícil implementar a mudança, que é constante, ante desafios que vêm de todas as direções.

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Redação
Tags: cfodeloitte
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