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Estudo: 70% dos RHs ainda não usam IA, apesar de cobranças

Os profissionais de recursos humanos (RH) gastam quase 40% do tempo de trabalho em atividades burocráticas, o equivalente a 17 horas semanais. São tarefas que oferecem pouco desafio intelectual e impactam negativamente o trabalhador, com 80% reportando problemas de saúde mental e 70% observando queda na motivação, engajamento e satisfação no trabalho.

Esses números fazem parte de uma pesquisa realizada pela Think Work, em parceria com a Flash. Ela aponta que a adoção da inteligência artificial e a transformação digital, que poderiam automatizar parte dessas tarefas enfadonhas, ainda está em estágio inicial nas organizações.

A pesquisa – chamada Transformação Digital do RH: Como a Tecnologia e a Inteligência Artificial vão Moldar o Futuro do RH – foi conduzida entre 7 de junho e 9 de julho de 2024. Participaram 303 profissionais de RH de diferentes níveis hierárquicos em todas as regiões do Brasil, em diferentes setores da economia.

“A transformação digital e a IA têm o poder de revolucionar o RH. No entanto, para que isso aconteça, é essencial que as empresas superem os desafios culturais e façam investimentos em soluções que não apenas modernizem, mas também empoderem o departamento de gestão de pessoas com recursos e dados”, opina Frederico Miranda, diretor de produto da Flash.

Entre os profissionais que se dedicam a atividades mais estratégicas, 86% reportam maior capacidade de inovação, enquanto 66% notam ganhos na motivação, 76% na satisfação e 71% na produtividade.

IA no RH

O estudo indica que 30% das empresas utilizam IA em processos de RH. As principais aplicações incluem a personalização da capacitação dos funcionários (44%) e a melhoria na gestão de informações e na interação entre equipes (43%).

“Com o apoio da inteligência artificial, vemos que o RH consegue analisar melhor os dados sobre gestão de pessoas, tomar decisões mais justas e melhorar a experiência dos funcionários dentro da empresa – com isso, o RH contribui também com resultados positivos do negócio”, analisa Tatiana Sendin, fundadora e CEO da Think Work.

A adoção da IA ainda enfrenta barreiras significativas, com destaque para 47% dos profissionais de RH temem perder empregos para a IA; 33% apontam custos elevados; e 33% mencionam a ausência de uma cultura empresarial voltada à tecnologia e ao uso de dados.

Entre os RHs que utilizam a tecnologia, 61% relatam redução no tempo gasto com tarefas operacionais, 59% afirmam que passaram a focar mais em atividades estratégicas, e 49% registram redução nos custos operacionais.

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