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E se durante o home office os dados da empresa forem corrompidos?

Estima-se que até o final de 2020, o mercado mundial de serviços de nuvem pública cresça 6,3%, de acordo com dados do Gartner. O aumento da demanda se deve ao fato de que muitas empresas migraram os seus ambientes para a nuvem como forma de garantir a continuidade do negócio mesmo com as equipes trabalhando de maneira distribuída. Além disso, diante da necessidade de distanciamento social, muitas organizações precisaram adaptar seus serviços para manter o relacionamento com os clientes, a qualquer hora e de qualquer lugar.

Essa aceleração das organizações na jornada da Transformação Digital é muito positiva para o mercado como um todo. Porém, a perda de perímetro, além de criar uma sensação de desconforto, pode ser um risco para as organizações que não derem passos planejados, ou seja, independente de onde estejam seus dados, é fundamental revisitar a sua política de gestão de backup ou e, até mesmo, reestruturar o monitoramento de sua infraestrutura de TI, seja ela on-premise ou na Cloud. Principalmente quando o cenário interno é de uma equipe de TI sobrecarregada, que tem operado com foco nas demandas emergenciais do dia a dia, sem tempo para realizar análises e identificar gaps e riscos aos quais o ambiente de TI esteja exposto.

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Com relação ao monitoramento de infraestrutura de TI, independente de onde ela esteja alocada, a ação vai muito além de instalar ferramentas e configurar níveis de alerta. No meu entender um plano eficiente tem como base o desenho do processo de acionamento e escalonamento, o controle efetivo dos processos e a gestão contínua dos indicadores feita por soluções de tecnologia aliadas a uma equipe especializada e capacitada. Nesse processo, é importante ter ferramentas e conhecimento para mapear o impacto de cada um dos itens monitorados, que, em geral, são muitos.

A ideia é prevenir incidentes ou identificá-los assim que eles aconteçam, por meio da observação e análise de situações repetitivas, históricos de incidentes e comportamentos que representam riscos e podem, de alguma forma, impactar o negócio. Tudo com inteligência na análise dos dados coletados. Assim, evita-se que a área de TI trabalhe na dinâmica de viver “apagando incêndios”, o que tende a refletir negativamente na performance do grupo e no caixa da companhia.

A necessidade da gestão de backup se deve a um fator simples e muito importante: com o trabalho remoto, cada colaborador levou um pedacinho da sua empresa para algum canto do planeta que você, infelizmente, desconhece. Alguns operam em ambientes protegidos. Mas é possível garantir que essa seja a realidade de todos? O que você faria se amanhã se desse conta de que todo o histórico da sua companhia tivesse sido apagado ou seus dados sequestrados?

Para evitar esse problema, principalmente no momento em que estamos vivendo, minha recomendação é que a sua organização adote políticas de backup bem estruturadas e procedimentos de disaster recovery. Com essa iniciativa é possível recuperar a infraestrutura de TI e de sistemas vitais após um ataque cibernético ou uma falha humana. Na escolha pela melhor solução, opte por alguma que possa ser integrada a todas as soluções que já existem na sua organização, ou, pelo menos, à maior parte delas. O projeto será ainda melhor se você considerar também o atendimento às exigências de auditorias e garantir a apresentação de evidências de restore, análise de vulnerabilidades e oportunidades de melhoria.

Será ótimo se todo esse trabalho puder ser absorvido pela sua equipe interna. Porém, caso ela esteja sobrecarregada, considere consultar o mercado para verificar a possibilidade de contar com o apoio de um parceiro externo para fazer a gestão do monitoramento e do backup dos seus dados de negócio. Não sei quanto a você, mas eu não arrisco ficar sem nenhum controle nesse momento tão sensível e competitivo do mercado como um todo.

 

* Alexandre Paoleschi é Head of Innovation da KYMO.

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