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Dados podem influenciar onde moramos e o que comemos

Os dados se tornaram grandiosos e importantes demais para serem ignorados. Inclusive, eles podem ser coletados de diversas formas e para os mais variados usos.

Tudo, é claro, vem sendo impulsionado pelos avanços na tecnologia. Na série Black Mirror, por exemplo, nós temos um panorama bem diferenciado sobre o assunto; neste caso, os criadores nos mostram um lado não muito visível para a maioria das pessoas. Ou talvez um lado bizarro, mesmo.

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E, assim como outros fatores, os dados nos influenciam, tendo em vista que permitem que sejamos identificados. Não apenas isto, mas que nossos gostos sejam identificados.

  • Veja também: Segurança de dados e LGPD: “empresas precisam respeitar clientes”

Esses parâmetros nascem de acordo com a nossa frequência de uso da tecnologia , com velocidade de processamento crescente. Marcus Araújo, presidente da Datastore, acrescenta que o fenômeno segue uma linha de raciocínio bem específica.

“Enquanto você está pensando, os algoritmos já trabalharam toda uma de linha de raciocínio que segue com base no seu histórico de busca“, diz ele. A Datastore é especializada em dados e inteligência para o setor imobiliário.

Marcus listou três experiências de cotidiano que são baseadas em dados e, de certa forma, alimentam a expressão “isso é muito Black Mirror“.

Modo de morar

Determinados algoritmos podem cruzar os dados e ajudar empresas do setor mobiliário, também. Isso pensando em atender às necessidades dos clientes, com informações sobre os melhores locais para se construir, metragens, produtos, equipamentos e até mesmo nos preços.

“Esse conhecimento é fundamental para ajudar as empresas do setor a obter o conjunto de ouro com o mais alto VGV (Valor Geral de Vendas) possível, velocidade de vendas e rentabilidade“, explica Araujo.

Ele também relaciona como a tecnologia pode influenciar o nosso modo de morar. Na sua visão, a “geração de compradores 2020 pretende ter menos ou nenhum carro“, mas visa trabalhar perto de casa.

Desta forma, ainda de acordo com Araujo, eles apropriam-se de aplicativos para necessidades comuns e serviços disponíveis nos próprios prédios. “A vida passou a girar em torno da sua casa“, acrescenta.

Pesquisas na internet

Quando a gente faz qualquer pesquisa na internet, também estamos alimentando os sistemas de aprendizado de máquina. Com o smartphone em mãos (e uma rede ativa, claro), conseguimos acompanhar notícias, situação do transporte público, trânsito, promoções.

“Tudo isso são pesquisas diárias que as pessoas fazem, e que também fornecem dados sobre a região que ela mora, os locais que frequenta, onde e com o quê trabalha“, diz Araujo.

Adotando também entrevistas de campo, ele explica que a Datastore consegue desenvolver um perfil de consumidor de cada local, ajudando empresas na criação de projetos imobiliários.

A partir dos resultados, é possível “definir o melhor produto para os empreendimentos e entregar um resultado mais assertivo para os empreendedores“, informa o executivo.

Até na comida!

Citando as análises de dados, Araujo inclui como os algoritmos influenciam também o sistema agrícola. Ele relata o uso da tecnologia na manutenção da vegetação e precisão da produção.

O mote, aqui, é a “conscientização maior de mundo e preservação do meio ambiente” através da geração alfa. A Pink Farms, por exemplo, adota tecnologias para reduzir perdas de produção e entregar produtos mais frescos aos consumidores.

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Published by
Wellington Arruda
Tags: análise de dadosinteligência artificial
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