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Cyber Monday não decola no Brasil, mostra pesquisa

A Cyber Monday, data promocional que acontece na segunda-feira pós-Black Friday, não dá sinais de popularidade entre os brasileiros. Pesquisa da Radar Simplex revelou que as as buscas realizadas pelo termo Cyber Monday deste ano, quando comparadas às realizadas pelo termo Black Friday, são praticamente inexistentes.

A Black Friday ganhou visibilidade nos Estados Unidos nos anos 1980, como promoção para a liquidação de estoques nas lojas físicas. Já a Cyber Monday passou a ganhar relevância a partir de 2005, basicamente focada nas vendas por e-commerce de produtos eletrônicos. “Como no Brasil a Black Friday já surgiu com caráter mais focada no e-commerce, para o brasileiro as duas datas são praticamente as mesmas”, avalia João Lee, CEO e sócio fundador da Simplex.

Segundo o estudo, diferentemente do ocorrido principalmente nos meses de setembro e outubro, em que se constatou o crescimento sistemático das buscas por produtos agregadas ao termo Black Friday, não foram verificadas buscas por produtos agregados ao termo Cyber Monday, mesmo após a Black Friday

Na análise de Lee, no Brasil, a Black Friday, devido à antecipação das promoções pelas lojas, já está perdendo o caráter de uma data específica. “Principalmente os e-commerces, no Brasil, começaram, a cada ano, a antecipar um pouco mais as promoções da Black Friday. Resultado: hoje temos praticamente a Black November, ou seja, um mês inteiro de promoções. E, nesse contexto, a Cyber Monday, muito relevante em outros mercados, se esvazia completamente no varejo brasileiro”, considera.

O Radar Simplex também registrou que, após a Black Friday, os produtos que despertaram maior interesse do consumidor durante o evento de vendas continuaram entre os mais buscados. No domingo, 27, os dez produtos mais procurados pelos consumidores eram exatamente os mesmos da Black Friday, apenas com algumas mudanças de posição. A alteração mais expressiva foi a redução na procura por notebooks, que registrou queda de quase 51%. Com isso, o item perdeu posições na lista dos mais procurados.

Os smartphones se mantiveram em primeiro lugar nas buscas, seguidos por Notebooks, geladeiras e TVs.

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