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Na contramão das Big Techs: alt.bank zera turn over com modelo híbrido

Existe um movimento global no mundo do trabalho, especialmente nas Big Techs, de retorno aos escritórios. A última Big Tech nessa lista é a Amazon, que exigiu essa semana o retorno ao trabalho no escritório e encerrou programas de home office. No Brasil, no entanto, há quem reme contra essa maré: é o caso da fintech alt.bank.

O banco digital divulgou essa semana resultados positivos obtidos com o modelo de trabalho híbrido. Apelidado de “alt way of working”, o modelo da fintech aposta em uma cultura laboral mais flexível e diz que é uma preferência crescente entre pessoas de todas as gerações. Como resultado, diz ter maximizado sua taxa de retenção de funcionários.

A fintech diz se apoiar em três pilares: cultura de trabalho de modelo híbrido que alterna presencial e remoto dependendo do estágio de carreira e atividade; apego à missão social da empresa; e programas de desenvolvimento talentos.

A empresa possui escritórios em São Carlos e São Paulo. Na primeira cidade, mantém áreas de interação com clientes que trabalham presencialmente.

Em São Paulo ficam as equipes técnicas e cargos estratégicos que se reúnem por uma semana no mês para promover discussões mais intensas, definir estratégias e garantir alinhamento da liderança. No restante do mês, os times trabalham remotamente.

“Esse modelo permite muitas discussões de alto nível em um curto espaço de tempo, além de organizar os times remotamente para executar e aprender rapidamente. Nossos colaboradores abraçam a cultura”, diz Fábio Silva, COO do alt.bank.

Alinhamento de metas

Segundo o executivo, a abordagem favorece o alinhamento da liderança em torno de metas e impulsionadores, seguido pela execução remota, o que traz equipes mais “motivadas, engajadas e focadas no cliente”. Além disso, independente da área de formação, muitos colaboradores do alt.bank começam na empresa no atendimento ao cliente, o que segundo a empresa cria uma “cultura centrada no cliente”.

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“Hoje temos colaboradores que iniciaram a sua jornada com a gente no atendimento do cliente e estão em áreas como tecnologia, finanças e produtos, enraizando na empresa a cultura do cliente no centro”, conta Silva.

Segundo o executivo, o modelo adotado pelo alt.bank atende diferentes perfis de funcionários e necessidades operacionais. A empresa também busca atrair jovens talentos com alto potencial por meio de programas de desenvolvimento. A proximidade com instituições de ensino como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Carlos, é estratégica para a fintech, diz o COO.

“O acesso a essas instituições de renome nos permite construir nossa cultura e desenvolver profissionais que podem crescer com a empresa desde o estágio até cargos de liderança”, diz Silva. “Nosso escritório em São Carlos foi estrategicamente posicionado para atrair os melhores talentos que desejam fazer parte de uma equipe inovadora e dinâmica.”

Trabalho social na alt.bank

O alt.bank também aposta em programas de cunho social para engajar os funcionários. Criou o Hack the Favela em parceria com a ONG Cor Ação, para promover a inclusão digital e ensinar programação a jovens em situação de vulnerabilidade social. As aulas ocorrem na sede da ONG, com professores voluntários, que são colaboradores do alt.

“O programa Hack the Favela é uma extensão do nosso compromisso com a responsabilidade social. Queremos capacitar jovens em situação de vulnerabilidade, oferecendo-lhes as habilidades necessárias para prosperar em um mercado de trabalho em rápida evolução. Esse ano fizemos a primeira contratação de um aluno do programa”, diz Silva.

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