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“Confiança é uma das principais barreiras da IA generativa”, diz VP da Deloitte

A falta de confiança é uma das principais barreiras para a adoção e implementação de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa. Essa foi a avaliação de Neil Tomlinson, vice-chairman e líder global de Banking & Capital Markets da Deloitte, durante uma conversa com o IT Forum sobre o impacto da IA generativa no setor financeiro, durante a Febraban Tech 2024.

Segundo o executivo, criar uma estratégia de confiança para a adoção da IA generativa é fundamental para que a tecnologia ganhe tração dentro das organizações e seja bem recebida pelas equipes – e não vista como uma ameaça aos colaboradores da organização.

“Uma parte importante na construção da confiança está relacionada à comunicação com a equipe, com os funcionários e com a liderança. É preciso ser muito transparente sobre como a IA será um complemento, não uma substituta ao trabalho, e analisar os benefícios que isso pode trazer para a organização”, disse. “Isso é um componente realmente importante para garantir o sucesso.”

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Para Tomlinson, essa estratégia também depende de uma abordagem unificada de IA em relação aos times de tecnologia e de negócios. Na fase inicial de maturidade da IA generativa, afirmou, a tendência foi a tecnologia ficar sob a responsabilidade dos CIOs. É preciso, no entanto, evitar que ela fique fechada em “silos”, mas se dissemine por entre equipes para incentivar uma “cultura de inovação”.

“O que estou vendo é que organizações bem-sucedidas estão fazendo com que a tecnologia, especialmente a IA generativa, seja de responsabilidade conjunta do CIO com as unidades de negócios, em funções como RH, risco e finanças”, pontuou. “O que está acontecendo é que isso está se tornando uma oportunidade para toda a empresa. Isso é realmente importante.”

Além da promoção de uma cultura interna de inovação, Tomlinson indicou que essa capacidade também deve ser expandida para fora da organização. No cenário da IA generativa, ele diz, é importante trabalhar para construir um ecossistema de parceiros amplo.

“Nem todas as organizações têm essa capacidade. Mas as organizações bem-sucedidas terão a habilidade de trabalhar com vários parceiros fora de sua organização”, anotou.

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