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Condução remota da Vay é alternativa à direção autônoma

A startup alemã Vay está lançando uma abordagem alternativa à direção autônoma, apostando na teledireção, onde carros são operados remotamente por motoristas humanos. Enquanto a direção autônoma enfrenta desafios, como evidenciado por grandes players do setor, a Vay acredita que sua abordagem oferece uma solução mais rápida e eficaz, que pode transformar a maneira que nos relacionamos com a mobilidade e as cidades.

Ao contrário da busca pela direção totalmente autônoma, que tem se mostrado um desafio, a Vay viu na teledireção uma alternativa mais viável. Os fundadores da empresa, inspirados por suas experiências na indústria de robotáxis, perceberam que a assistência humana remota oferece vantagens em relação aos veículos autônomos. Ela pode evitar situações difíceis e garantir a segurança, além de poder ser implementada mais rapidamente.

Porém, Thomas von der Ohe, CEO da Vay, tem ambições maiores do que apenas veículos controlados remotamente. Ele busca eliminar a necessidade de vagas de estacionamento e redesenhar cidades para serem mais sustentáveis e centradas nas pessoas.

Leia mais: O desastre da privacidade de dados em carros modernos

A Vay já fez progressos significativos, testando sua frota de carros em Berlim e até mesmo realizando viagens sem motoristas a bordo. Em fevereiro, um dos veículos da empresa atingiu um marco significativo ao tornar-se o primeiro a circular em uma estrada pública na Europa sem um motorista presente. Thomas von der Ohe descreveu esse evento ao Wired como de extrema importância, destacando que demonstra um notável progresso tanto em termos regulatórios quanto tecnológicos.

O próximo passo da Vay é o lançamento no mercado, oferecendo aos clientes a conveniência de solicitar um de seus veículos elétricos com apenas um toque de botão. Isso significa que os clientes terão um carro entregue diretamente a eles, dirigido remotamente, e o veículo será deixado no local desejado, eliminando a necessidade de preocupações com estacionamento. Von der Ohe expressa confiança de que essa etapa acontecerá em um futuro próximo, não em anos, mas em meses, ainda que em quantidades limitadas.

O potencial da teledireção se estende além da Vay, com aplicações que podem abordar escassez de motoristas em setores como aeroportos e caminhões. Von der Ohe acredita que, em poucos anos, as pessoas olharão para trás e questionarão por que a ênfase estava tão concentrada na autonomia, quando a teledireção oferece soluções práticas e revolucionárias para diversas indústrias.

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*Com informações do Wired

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